Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos

7 de fevereiro de 2010

MMORPGs Morrem, Lendas São Eternas

Anos atrás fui forçado, por razões financeiras, a escolher: Marvel ou DC? Seria impossível continuar comprando revistas das duas editoras. Escolhi a casa do Superman, Batman e Liga da Justiça. Quase uma década depois, permaneço fiel a essa decisão, entre altos e baixos, alimentando minha paixão por super-heróis. E, agora, a recompensa pode ter chegado:

A nova série semanal da DC Comics, dando sequência à moda de periodocidade (sic) a cada sete dias iniciada por 52 e em hiato desde o fim da curta Wednesday Comics, vai se chamar DC Universe: Legends. E, pela primeira vez, não terá relação alguma com a continuidade tradicional do universo DC, apesar do nome. A série vai se passar no mundo do game DC Universe Online.

DCU Atire a primeira pedra o fã de quadrinhos que nunca quis, em seus sonhos, ser um herói. Em DC Universe Online, você poderá viver a sensação da melhor maneira que a tecnologia atual permite, sem precisar ser atingido por um relâmpago ou ser o último sobrevivente de outro planeta.

Entretanto, eu tenho meus motivos para não estar explodindo de antecipação. Afora meu triste histórico em jogos multiplayer, existe o receio de que a DC Comics esteja se arriscando demais. Primeiro, por que o título está em produção desde 2008 (o primeiro trailer provavelmente completará dois anos antes do lançamento oficial). Esse tipo de atraso, em 90% dos casos indica problemas internos de produção. Em 10% dos casos, indica capricho... Em segundo lugar, a DC está entrando em uma área onde não tem experiência, onde a Marvel amarelou e com uma empresa que não produz nenhum sucesso no gênero desde 1999 e que já matou uma grande franquia. Em terceiro lugar, ao contrário do que a maioria do público possa imaginar, você não terá a chance de interpretar nenhum personagem da editora: você será forçado a criar um super-herói inédito e apenas interagirá com os já estabelecidos. Em quarto lugar, tentar sincronizar uma revista semanal com os eventos de um MMORPG é tarefa digna de um Superman.

Por outro lado... vamos supor por um minuto que eles consigam. Vamos supor que tudo dê certo. Teremos um universo de super-heróis paralelo às 52 Terras do Universo DC, onde os acontecimentos serão controlados pela decisão dos leitores/jogadores. Teremos um MMORPG onde as missões serão escritas pelas grandes mentes que escrevem as histórias da DC: serão "narradores" profissionais oferecendo um mundo dinâmico para você brincar. Imagine um personagem criado por você tendo um crossover, publicado internacionalmente, com o universo principal da DC. Imagine uma outra Crise, que comece ou seja concluída online, em tempo real. Imagine criar um super-vilão, ser surrado pelo próprio Batman, ser enviado para o Arkham e armar uma fuga com o Coringa? Imagine criar um super-herói e salvar Metrópolis de Brainiac, com a ajuda de Superman?

DCUO - BatmanDCUO - GrundyDCUO - The FlashDCUO - Mr Freeze

A DC Comics pode ter em mãos a narrativa multimídia definitiva, um marco do século XXI a ser seguido e lembrado. Ou um retumbante fracasso.

Ouvindo: Loreena McKennitt - Cé Hé Mise Le Ulaingt? The Two Trees

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6 de fevereiro de 2010

Jogando: Turok Evolution (parte 2) – Halo de Pobre

Turok Turok Evolution tem seus méritos. Quando, em minha análise preliminar, eu sarcasticamente chamei o jogo de "Avatar de Pobre", eu estava mentindo. Primeiro, por que as aventuras de Turok, o Caçador de Dinossauros, precedem o filme de James Cameron em pelo menos 50 anos. E é justamente quando Turok, o jogo, segue fielmente os conceitos originais de Turok, os quadrinhos, que nós temos um título de qualidade. Jogar Turok é se embrenhar por florestas misteriosas, explorar ruínas perdidas e combater dinossauros assassinos e estátuas vivas de pigmeus malditos. Essa é a marca registrada da série: o fantástico senso de absurdo extraído dos pulps da década de 50. Esse sabor nostálgico de matinê de cinema é único de Turok.

Tudo bem que, no meio disso tudo, há espaço para dinossauros bípedes ciborgues armados até os dentes e uma civilização ultra-avançada escondida na selva jurássica. Faz parte da saga do índio mais casca-grossa de todos os tempos, desde que suas histórias em quadrinhos receberam uma "atualizada" com o passar das décadas. Esses elementos alienígenas já existiam no primeiro jogo, que tinha até o absurdo de apresentar um jipe militar todo equipado como chefe de fase!

E o que fazem os desenvolvedores de Turok Evolution? Primeiro, eles jogam para o alto os acontecimentos dos últimos episódios da série. Se havia alguém prestando atenção, ele foi solenemente ignorado. Evolution supõe uma tentativa de recontar a origem do personagem, mas fracassa ao jogar para o alto também muitos dos elementos marcantes mencionados acima.

A partir da metade do jogo, os desenvolvedores se enchem de pretensão e passam a acreditar que são capazes de se igualar a Halo, em todos os aspectos possíveis. Nada mais de vagar pela floresta: entram em cena grandes ambientes futuristas, com pontes elevadas, cidades flutuantes, torres de energia. Nada mais de combates cara a cara no meio do mato: agora as batalhas são apoteóticas, envolvendo grande número de inimigos e soldados aliados. Aliás, nada mais de guerreiro solitário: Turok agora conta com NPCs que lutam ao seu lado. Nada mais de dinossauros e outras feras indomadas: você irá enfrentar somente reptóides inteligentes armados até os dentes. A qualquer momento, você espera ver um Warthog estacionado, aguardando Turok.

Turok - Halo

Mas a Acclaim não é a Bungie. Turok não é Master Chief. Aqui, os "grandes cenários futuristas" são prejudicados por uma engine inferior, uma direção de arte desprovida de criatividade e uma atmosfera carente de deslumbre. Você vaga por corredores infinitos e sem vida, como nos piores momentos de Halo. As batalhas monumentais poderiam ser melhores, se houvesse uma inteligência artificial mais coerente: todos os inimigos tem padrões previsíveis de movimentos. Pior ainda é a inteligência artificial dos soldados aliados, que os transforma em um exército de stormtroopers, incapazes de acertar a maioria dos tiros. E onde foram parar os dinossauros? Eu quero dinossauros!

Existem bons momentos nesse híbrido Halo/Turok, como o nível onde você é obrigado a caçar franco-atiradores no meio de prédios ou a invasão a uma fortaleza voadora. Mas longe foi o tempo em que  Turok, o Caçador de Dinossauros, fazia coisas como... Caçar...Dinossauros, pois não?

Ouvindo: Big Giant Circles & Justin R. Coleman - Combat and Service (Guile Stage)

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5 de fevereiro de 2010

O Retorno dos Malditos

Há muito tempo atrás, havia um grupo de desenvolvedores com grandes idéias sobre como seria a América depois de um Holocausto nuclear. O resultado destas idéias foram os clássicos Fallout e Fallout 2. Mas tudo chega a um fim e a recompensa desse grupo de geniais visionários do apocalipse foi uma fria carta de demissão. Seus patrões, donos da franquia, endividados até o pescoço, passaram a idéia para frente, para quem pagasse melhor. Nas palavras de um dos visionários, "foi como se minha ex-mulher tivesse vendido nossas crianças que estavam em sua guarda legal".

O tempo passou. E o mundo dos jogos eletrônicos foi sacudido pelo lançamento do terceiro jogo da série. Outra equipe, outra visão, outros patrões. Outro sucesso.

Mas o grupo original não foi esquecido. Eles foram gentilmente convidados pelos novos donos da marca a retornar ao universo que conceberam. O primeiro trailer do jogo que marca essa histórica volta, você confere abaixo:

Video Games | Fallout: New Vegas | Debut Trailer
XBox 360 | Playstation 3 | Nintendo Wii

Fallout: New Vegas não será uma continuação ou DLC de Fallout 3. Será um jogo independente, uma história paralela. Apesar da curta duração do trailer, já se pode imaginar que envolverá a Nova República da Califórnia, cujos alicerces foram plantados pelas ações do jogador no primeiro Fallout e à qual o jogador pode se aliar em Fallout 2.

Os visionários estão de volta, mostrando que o tempo pode passar, mas a guerra... a guerra nunca muda.

Ouvindo: Tombstone - The Bleeding Eyes

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4 de fevereiro de 2010

O Mapa foi Alterado

Desde que o site ganhou seu layout atual nos idos de 200..., uma lista de links passou a fazer parte da barra lateral. Hoje, algumas modificações foram feitas e houve uma dança das cadeiras.

Os links para o Gamesbrasil e para o Gamecultura foram removidos. O primeiro, por se tratar de um site amplamente conhecido por todos, consolidado e que não necessita de mais divulgação. O segundo, por uma questão de coerência: apesar da proposta interessante, eu mesmo não acessei o Gamecultura nos últimos doze meses. Não posso recomendar um site que não visito...

Foi acrescentado o selo do Game Blogs, uma genial iniciativa que reúne o conteúdo dos melhores blogs de jogos eletrônicos da internet brasileira em um único lugar. Sinto-me lisonjeado de ter sido incluído neste seleto grupo.

Foi acrescentado também o excelente Wasner Games, injustiçado por tempo demais. Apesar de uma citação honrosa, seis meses atrás, e diversas referências ao longo do trajeto, eu ainda não tinha colocado o link na barra lateral. Agora, a justiça foi feita.

Ouvindo: Projekt Blauland - Erstickt

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1 de fevereiro de 2010

Eu vs Aliens vs Predador

AvP - Comics Aliens é o meu filme de ação favorito de todos os tempos. Predador é o segundo melhor filme estrelado pelo atual governador da Califórnia, na minha opinião (só perdendo para o fabuloso embate com um certo robô de metal líquido). Colocar os monstros espaciais dos dois filmes em uma mesma história parece uma idéia de gênio, pois não? Mas, o embate final ainda está longe de acontecer com o nível de grandiosidade e tensão que um fã espera. Pelo menos, esse fã aqui.

A primeira vez que as criaturas alienígenas dos dois filmes se encontraram para decidir qual é a melhor não foi no cinema: foi numa já lendária revista da Dark Horse Comics, de 1990, jamais publicada no Brasil. No mesmo ano, em uma cena do filme Predador 2, o crânio de um Alien pode ser visto no armário de troféus dos caçadores alienígenas. As criaturas se reencontrariam em película somente catorze anos depois, em dois filmes que conseguiram me desapontar em progressão geométrica.

Apesar da vasta lista de jogos eletrônicos estrelados por um ou outro dos monstros extraterrestres, para mim existem apenas três jogos modernos onde eles se enfrentam: Aliens Versus Predator (de 1999), Aliens Versus Predator 2 (de 2001) e o vindouro Aliens vs Predator (de 2010, a princípio).

Primeiro Round

O primeiro jogo foi como um fetiche para mim. Fascinado pelos filmes, comprei o jogo na banca de jornal sem saber que não iria rodar em meu PC. Guardei-o com cuidado e ele batizou minha segunda máquina. O jogo era dividido em três campanhas independentes, onde o jogador conduziria ora um Marine, ora um Alien, ora um Predador. Essencialmente, eram três jogos em um.

AvP Entretanto, a campanha do Marine era de dar nos nervos. O grau de tensão obtido pela desenvolvedora Rebellion ultrapassava minhas expectativas e transformava o que seria um FPS convencional em uma sessão de tortura. Adicione bugs e a incapacidade de salvar no meio de um nível (problema corrigido mais tarde) e temos a receita certa para a frustração. Nunca completei a campanha.

A campanha com o Alien era a mais interessante. A fera era capaz de andar nas paredes e nos tetos, invertendo constamente a perspectiva do cenário e dando uma sensação de poder inimaginável! Como era divertido se embrenhar por passagens de ar, andar no teto, se locomover em alta velocidade enquanto os pobres humanos permaneciam alheios ao perigo que estava próximo. Porém, o Alien era frágil como um esquilo e não tinha nenhuma defesa contra ataques a distância. Torres automáticas e soldados sintéticos faziam miséria com meu monstro. Adicione bugs e a incapacidade de salvar adequadamente (mesmo após as correções) e temos outra campanha inacabada.

Temos então, o Predador! O ápice da cadeia alimentar espacial, o caçador perfeito! Assim eu pensava... Sua invisibilidade era ridícula: até o mais míope dos soldados era capaz de me localizar e atirar com precisão. Suas armas, pouco eficientes. Adicione bugs, incapacidade de salvar direito E um número infinito de inimigos em determinados pontos E as malditas torres automáticas e temos um desastre em mãos. Não entendo a lógica de um jogo onde, se você permanecer parado em lugares específicos, inimigos continuarão chegando pela esquina até o fim dos tempos ou o fim da sua munição (e da sua vida), o que acontecer primeiro. Resultado: campanha incompleta, desenvolvedores xingados.

Segundo Round

Alguém poderia pensar que, após a detestável experiência do primeiro jogo, eu desistiria. Ledo engano. Avancei sobre o segundo jogo com voracidade alienígena e muita esperança. Felizmente, fui recompensado. A Monolith entregou um título muito parecido com o anterior, dividido em três campanhas, mas tomou o cuidado de interligar as histórias e corrigir muitos dos defeitos do primeiro.

AvP II Como Marine, você faz parte de um grupo que investiga o silêncio de uma colônia espacial de exploração. Qualquer semelhança com o filme Aliens é mera homenagem. O nível de tensão é gerenciável, é possível sentir medo sem querer jogar tudo para o alto e sair correndo da sala. Ponto para a Monolith. A história, para minha tristeza, vira uma confusão incompreensível do meio para o fim e a tensão desaparece completamente a partir do momento que você começa a matar alienígenas com bazucas, vestindo uma armadura de combate...

Como Alien, finalmente experimentei o... PODER! Nunca na história dos jogos eletrônicos, a criatura desenhada pelo finado Stan Winston transpirou tanta periculosidade. A capacidade de andar na parede e no teto ainda está lá, mas a velocidade está ainda maior. Dotada de um super-salto, a fera agora zomba dos ataques feitos à distância. Quase imbatível, o Alien ainda pode desferir devastadores ataques com sua cauda e suas mandíbulas. De longe, a melhor campanha de toda a série.

Como Predador, a Monolith cometeu o mesmo erro básico da Rebellion. O caçador espacial mais violento da galáxia não passa de uma fraude patética, saco de pancadas de todos. Stealth Action? Onde? Todos os soldados da Terra possuem poderes mediúnicos e são capazes de saber a posição exata do Predador! Não consegui passar da segunda fase...

Terceiro Round

E a Rebellion está de volta à cena. Novamente, teremos três campanhas, uma para cada raça, com uma história conectada. E novamente, meu coração se enche de expectativas. Os gráficos, naturalmente, evoluíram significativamente em quase dez anos e a violência exibida promete ultrapassar limites. Os vídeos impressionam:



Resta agora saber quem sairá vitorioso deste embate: eu ou a decepção.

Ouvindo: Death In June - Rocking Horse Night

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De Fãs para Fãs

Cosplay não é a única manifestação de apreço de um fã por um determinado ícone cultural, ao contrário do que certos russos e americanos podem dar a entender. Existe uma outra forma de expressão chamada de fanfic.

Resumidamente, o fanfic é literatura feita por fãs para fãs. Ele acontece quando alguém com pendor para a escrita (ou não) decide pegar um personagem ou universo favorito e criar uma nova história a partir dali. Os alvos preferidos deste tipo de ficção são geralmente histórias em quadrinhos, animes, populares livros fantasia (como Harry Potter ou Senhor dos Anéis). Fanfics baseados em jogos eletrônicos são pouco comuns, talvez pela falta de uma estrutura narrativa mais elaborada em muitos deles ou porque seu público tem a infeliz tendência de dedicar mais tempo a este tipo de entretenimento e menos tempo à arte literária.

Um verdadeiro fenômeno cultural no exterior, fanfics ainda são pouco difundidos no Brasil. Assim como a própria literatura , para ser franco. E, sem literatura, não pode existir um derivado da literatura.  E que dizer, então, de fanfics baseados em jogos eletrônicos escritos por brasileiros? Raríssimos. Raríssimos.

Hellgast Tão raros que essa semana eu me surpreendi com um conto escrito por Caio Corraini, no blog Continue, inspirado e situado no universo do jogo Killzone 2. Tem suas falhas? Tem. Tem diálogos que poderiam ser melhorados? Tem. Tem frases clichê? Tem. Assim como 90% dos fanfics escritos no mundo. Eu não me espantaria se fosse o primeiro texto de ficção do autor que ele escreveu sem ser em uma sala de aula.

Mas, tem potencial para se tornar o começo de um sucesso? Tem.

Tem por que aponta um caminho interessante para os fãs de jogos eletrônicos no Brasil. Tem por que força a leitura e incentiva a escrita de outros. Tem porque é um texto escrito com paixão, com vontade de colocar para fora sentimentos provocados por um jogo. Tem por que Caio Corraini está fazendo mais e melhor do que  90% de seus possíveis críticos. A folha em branco (ou a tela em branco) é um desafio incomensurável, mais árduo que o jogo mais difícil. E ele encarou. Submeter sua obra à análise dos outros na internet é outro desafio monumental. E ele também encarou. E, vou ser sincero, tem potencial por que é bom! Tem tensão, fluência, poesia e fúria.

Que venham outros de Caio Corraini. Que venham outros Caio Corrainis.

Admirável Choque Novo

Por uma destas coincidências do destino, nessa mesma semana eu esbarrei em um fanfic diferente. Escrito por Shamus Young. Sobre System Shock. Com 246 páginas.

Para quem não conhece, Shamus Young é engenheiro de profissão, que bloga sobre jogos e tem uma série em quadrinhos publicada no The Escapist. Um dos melhores textos sobre jogos da web, dono de um humor cáustico e opiniões fortes, ele já apareceu por aqui no Retina com sua hilária explicação sobre o processo de criação do enredo de Indigo Prophecy e com sua crítica a Resident Evil 4, no Teste Admissional de Leon.

Shodan System Shock foi um clássico de 1994 que deu origem ao fantástico (e assustador) System Shock 2, ilustre membro da minha lista de favoritos. Por sua vez, Bioshock é o herdeiro espiritual da série. Sua história original narra a desesperada luta de um hacker pela própria vida contra uma Inteligência Artificial enlouquecida, a bordo de uma estação espacial no futuro. Nascia ali SHODAN, um dos maiores vilões da história dos jogos eletrônicos.

A origem do hacker sem nome é contada de forma rápida e rasteira em um vídeo introdutório de dois minutos no início do jogo. Inconformado com isso, Shamus decidiu escrever uma história de origem "mais elaborada" para o personagem. Ele colocou o texto online e o público perguntou se ele iria parar por ali. Sugeriram que, já que ele estava com a mão na massa, por que não seguir em frente e novelizar o jogo inteiro? O resultado é "Free Radical": um fanfic de 246 páginas, disponível gratuitamente.

No livro, Shamus se desvia do que é apresentado em System Shock e praticamente remixa o enredo, alterando, inclusive, o final. Se você já jogou o título, não há risco (sério) de spoilers.

Por razões óbvias de direitos autorais, "Free Radical" jamais será publicado em forma de livro. Mas esse nunca foi o objetivo de um fã.

Ouvindo: Video Games Live - Tetris Piano Opus No. 1

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30 de janeiro de 2010

Os Russos Não Estão Sozinhos...

Que os russos tem uma obsessiva fascinação por jogos pós-apocalípticos todo mundo já sabia. Eles adoram a série Fallout. Eles adoram S.T.A.L.K.E.R.. Mas... e os americanos? Provando que fanatismo não tem posição geográfica e atravessa fronteiras, temos aqui dois casos de americanos que são fãs (até demais) de Fallout 3.

O primeiro caso é o deste individuo de Boston, que atende pelo apelido de "Tobasco da Gama". O prezado senhor foi passear na capital americana no ano passado e decidiu ir caracterizado... caracterizado como o Lone Wanderer de Fallout 3. Com uma câmera descartável, ele pediu que outros turistas tirassem fotos suas junto aos principais marcos de Washington. O mais estranho, diz ele, é que ocorreu um problema no filme da máquina e ele perdeu a maioria das fotos. Aquelas que sobraram adquiriram um exótico e nostálgico tom esverdeado, como se contaminadas pelo estilo retrô do RPG ou contaminadas por uma boa dose de radiação fatal... A galeria completa de  "Tobasco da Gama' em sua peregrinação pós-apocalíptica pode ser acessada no Flickr.

Lone Wanderer Lone Wanderer 02 Lone Wanderer 03

O segundo caso de idolatria é um pouco mais preocupante. Um certo Sargento Francis Horton, jornalista do Exército americano servindo com as forças de ocupação do Iraque, enviou para a Bethesda algumas fotos perturbadoras com sua lancheira do Vault Boy e um bonequinho do jogo. Eu posso estar enganado, mas eu diria que o Sargento Horton precisa de uma licença com urgência, por que ele está procurando encrenca.

Vault BoyVault Boy 02Vault Boy 03Vault Boy 04

Ouvindo: The Revolting Cocks - Wizard of Sextown

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Retina Desgastada

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