Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos

28 de setembro de 2008

World of Halocraft

Halo MMO

Halo MMO - Spartan Quando foi noticiado que o conceituado Ensemble Studios seria fechado, fãs do trabalho da desenvolvedora ficaram chocados. Após doze anos de serviços prestados ao mundo dos jogos e após várias obras-primas do gênero, como Age of Empires (I, II e III) e Age of Mythology, a Microsoft, proprietária da empresa, decidiu dissolver a equipe, aproveitar alguns talentos em outros projetos e fechar as portas.

O Ensemble Studios ainda funciona. Por enquanto. Eles correm contra o tempo para concluir Halo Wars, seu canto do cisne. Ambientado no universo de Halo, o gênero do novo jogo será justamente a especialidade da desenvolvedora: estratégia em tempo real. Mas assim que Halo Wars chegar às lojas, o Ensemble passará a fazer parte do passado.

Com os seus dias contados, alguns funcionários decidiram soltar o verbo e revelar o projeto mais secreto da empresa: um jogo massivo para múltiplos jogadores baseado nas histórias de Halo!

Com o codinome de Projeto Órion (ou Titan, dependendo da fonte), o jogo ainda estava na fase conceitual, quando dezenas de artes são feitas para estudar a viabilidade da idéia. Estas artes estão vazando na internet e mostram que o Ensemble não estava brincando em serviço. Armas, veículos, raças alienígenas (incluindo os misteriosos Forerunners pela primeira vez!), Spartans, naves, vários estudos de arte foram produzidos.

Infelizmente, Órion (ou Titan) juntou-se a Van Buren no grande limbo dos jogos cancelados. Se algumas destas idéias serão aproveitadas em futuros projetos de Halo, ninguém pode dizer.

Halo MMO

Halo MMO

Halo MMO 04

Mais Imagens

Ainda Mais Imagens

Ouvindo: Backandtotheleft - The Happy Song

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27 de setembro de 2008

A Bruxa Está Solta!

The Witcher Como se o jogo completo The Suffering não fosse mimo suficiente, este fim-de-semana ainda tem um pacote de downloads gratuitos do jogo The Witcher!

Para quem não conhece, The Witcher é um RPG adulto, sem fadas ou dragões, desenvolvido por um pequeno estúdio da Polônia, o CDProjekt Red. Com mais de um milhão de cópias vendidas e elogio da crítica especializada, não é um jogo a se desprezar.

Seus desenvolvedores decidiram comemorar excelente recepção do jogo com uma versão ampliada e melhorada para download gratuito exclusiva para aqueles que compraram a versão original. Nas palavras deles, se trata da versão "ideal", como o jogo teria sido se eles tivessem na época do lançamento o dinheiro que eles têm agora. Então, ao invés de gastar todo o dinheiro com iates, mansões e festas nababescas, eles decidiram aprimorar sua criação e devolver parte deste sucesso para aqueles que apostaram e compraram um RPG desconhecido de uma pequena empresa.

Mas o pessoal da CDProjekt Red não se esqueceu dos potenciais futuros compradores e liberou geral: qualquer um pode baixar de graça a (épica) trilha sonora completa, além de um pacote contendo um guia oficial do jogo, um DVD completo de Making-of (incluindo cenas de bastidores) e um mapa do mundo de The Witcher.

Ouvindo: Backandtotheleft - Heaven's Isolation

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Favorito na Faixa!

The Suffering, um dos jogos da minha lista de favoritos foi liberado de graça! O download do jogo completo (1,2 Gb) pode ser feito em um dos links abaixo:

Esta versão do jogo inclui propagandas no meio da aventura e, aparentemente, está disponível para o mundo inteiro, ao contrário do que aconteceu com outros jogos (Psi-Ops, por exemplo).

The Suffering pode ser descrito como o filho deformado de um casamento profano entre Silent Hill e Blood. O jogador controla Torque, um homem com o passado obscuro acusado de matar a própria família. Aprisionado na sombria penitenciária Abbott State, na Ilha Carnate, Torque não chega nem a esquentar a cela. Após um rápido terremoto, forças malignas são liberadas na cadeia e tanto prisioneiros quanto guardas se tornam vitimas de criaturas que parecem oriundas do Inferno.

Eu estava seguindo a ordem alfabética para apresentar minhas impressões sobre cada um de meus jogos preferidos, mas, com esta notícia bombástica, aguarde para breve uma análise completa de The Suffering. Por enquanto, aprecie o papel de parede:

The Suffering

P.S.: Honestamente, eu não consigo imaginar como alguém vai conseguir inserir propagandas nos cenários corrompidos e assustadores do jogo. Ou mesmo quem gostaria de anunciar em um jogo tão mórbido. É melhor baixar logo antes que alguém mude de idéia...

Ouvindo: Front Line Assembly - Transtime

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Halo: Onde Há Fumaça...

Não é de hoje que se comenta sobre um projeto secreto envolvendo o universo Halo. Se metade do que se comenta se concretizar, então 2009 será o Ano de Halo.

E afinal, o que os pais da criança estão fazendo durante este burburinho? A Bungie permaneceu em silêncio sobre seus planos desde o lançamento de Halo 3. Agora, eles jogam mais lenha na fogueira:

O que este teaser significa? Certamente não se trata de Halo 4, já que o vídeo traz com todas as letras "Halo 3". A página da desenvolvedora relacionada ao assunto é muito enigmática. Há quem fale de um expansão single-player do jogo. Eu aposto em algo no mesmo estilo de Half-Life: Blue Shift, com uma outra perspectiva de uma das batalhas de Halo 3 (provavelmente um esquadrão de soldados comuns, sem Spartans).

Ou pode ser apenas um anúncio para o lançamento de Halo 3 para Windows Vista (bacana, mas previsível).

Ouvindo: Front Line Assembly - Overkill

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26 de setembro de 2008

Jogando: Indigo Prophecy (parte 3) – Estado de Choque

Ainda estou sem fôlego. Há menos de trinta minutos atrás, jogando Indigo Prophecy, protagonizei (na pele de Lucas Kane) a MELHOR SEQUÊNCIA DE AÇÃO JÁ FEITA PARA UM JOGO.

Indigo Prophecy

Em Indigo Prophecy, as seqüências de ação são pré-gravadas, montadas com motion capture. Cabe ao jogador apenas apertar botões na ordem correta para que os movimentos se encadeiem (como já expliquei melhor na primeira parte desta análise). Mesmo não tendo controle direto sobre os eventos... reformulando, mesmo que a cena fizesse parte de um filme e eu estivesse apenas sentado assistindo, ainda assim seria uma das melhores cenas de ação da história do cinema.

Indigo Prophecy é um jogo que gostaria de ser um filme. Mas também é um jogo que, mais do que muitos outros, merecia virar filme.

Ouvindo: Front Line Assembly - Lethal Compound

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Jogando: Indigo Prophecy (parte 2) – Erros e Acertos

Pode não parecer em determinados momentos, mas Indigo Prophecy é um adventure. E eu odeio adventures. Então, a pergunta é: por que eu estou adorando este jogo?

Vejamos uma situação perfeita para ilustrar a diferença entre aquilo que eu odeio em um adventure e aquilo que ficou muito bom em Indigo Prophecy. Suponhamos que seu personagem, um criminoso procurado por um crime que não cometeu, precisa se livrar de uma incriminadora camisa suja de sangue. Como?

Em um adventure tradicional, o personagem pegaria a camisa em seu inventário, juntaria com grãos de milho que ele encontrou em outro capítulo (provavelmente em um armário vasculhado), colocaria os dois itens na varanda do apartamento e usaria um apito aparentemente inútil. O som do apito (na verdade, um apito de aves) atrairia um bando de pombos, que pegariam o milho e miraculosamente levariam a camisa voando para bem longe.

Em Indigo Prophecy, seu personagem pega a camisa suja e coloca na máquina de lavar. E pronto.

Phantasmagoria Esta naturalidade de eventos e consequências tornam o jogo mais palpável e coerente do que 98% dos adventures, onde o jogador sempre se vê forçado a entrar na mente perturbada do designer que criou aquele puzzle. Há quem consiga, há quem coma Myst no café da manhã, Phantasmagoria no almoço e Grim Fandango na janta. Eu perco a paciência.

Em Indigo Prophecy há uma vitalidade presente no cotidiano de cada personagem: eles assistem TV, falam ao telefone, tomam banho, se olham no espelho, jogam basquete, recebem e-mails (e spam). E mais do que isso. Na medida que estas tarefas triviais vão sendo executadas, sem que você se dê conta a trama se desvela e os personagens ganham profundidade e familiaridade.

Querem Me Enlouquecer

Nem todos os mecanismos de Indigo Prophecy são tão espontâneos assim. Há elementos mecânicos, forçados, que empurram a narrativa para a aceitação que tudo não passa de um jogo. Além daqueles que eu já mencionei na primeira parte desta análise, existe mais um que está me levando à loucura.

No jogo, é necessário monitorar o estado mental do personagem controlado. Diante de fatos estarrecedores ou grandes fracassos, este índice cai abruptamente e o personagem vai se aproximando cada vez mais da loucura ou da depressão profunda. Se este índice zerar, é fim de partida. Restaure de um ponto anterior e tente novamente.

Indigo Prophecy

É possível restaurar parte deste índice com atitudes "positivas". Um gole de café, uma conversa fiada, um cochilo ou um banho podem levantar a moral do personagem. Mas o ganho não irá se comparar ao que ele pode perder ao se deparar com um cadáver, por exemplo. Obviamente.

Este é o grande problema em Indigo Prophecy: sendo um jogo de terror, com personagens fragilizados, traumatizados e/ou com dúvidas existenciais, o estado mental deles tende a cair. E muito. Não se descuide, não falhe nos mini-jogos ou o índice pode ficar muito abaixo do que é seguro e obrigá-lo a retornar para um ponto muito lá atrás. Não existe esta história de "está baixo agora, mas lá na frente eu recupero". Já tive que re-jogar um trecho quase uma hora porque um dos personagens sofre de claustrofobia e tentou encarar o seu medo com a moral lá embaixo.

Uma dica MUITO BOA, que me poupou muito tempo e que só encontrei em um walkthrough: nem sempre ter sucesso em um dos mini-jogos é a melhor saída. SPOILER: Quando Lucas for interrogado pela polícia e começar a ter alucinações, fracasse no teste das alucinações (e somente nestes). Ele deve ceder às suas visões e não lutar contra elas. Faz sentido, mas vai contra a todos os instintos de um jogador!

Ouvindo: Front Line Assembly - Circuitry (Complexity - Remix by Haujobb)

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24 de setembro de 2008

GamesBrasil 2.0

GamesBrasil Quando eu criei o mapa da mina (a lista de links na barra lateral do blog), eu cometi a grave injustiça de deixar de fora o site GamesBrasil. Nos últimos três dias, o site esteve fora de ar para uma reformulação eu pude perceber a falta que fazia em minha busca diária por informações.

Agora, o GamesBrasil está com um visual muito mais profissional e moderno e vale (ainda mais) a visitação. Não são muitos os sites da Internet brasileira que podem dizer que possuem um banco de dados com mais de 18 mil notícias e 400 reviews de jogos. Sem querer criar polêmica (mas já criando), ousaria dizer que é o legítimo sucessor do saudoso Lagzero...

Confira as novidades da nova fase do GamesBrasil e prestigie!

Ouvindo: Halo 2 - High Charity Suite

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22 de setembro de 2008

O Império Contra-Ataca

Spore A polêmica em torno do sistema de ativação do jogo Spore continua! Para quem chegou agora, o sistema anti-pirataria do jogo só permitia sua instalação três vezes. Depois disto, o consumidor teria que telefonar(!) para a empresa, explicar que comprou o produto legalmente e solicitar com educação que novas instalações fossem liberadas.

Na sexta-feira passada, a EA Games, responsável pelo jogo, enviou um comunicado à imprensa para justificar suas táticas.

No comunicado, a empresa se dizia desapontada com a reação negativa dos usuários. Citando que 75% dos consumidores instalavam jogos apenas uma vez em apenas uma máquina e que menos de 1% precisariam instalar mais de três vezes, a EA Games lembrava que o suporte ao cliente estaria sempre disponível para as exceções. Reconhecendo que uma parcela dos jogadores poderia até estar com a razão, eles decidiram ampliar para cinco(!) o número de instalações permitidas. E fizeram uma promessa de estudar métodos de transferir uma instalação de uma máquina para outra. Ao final do comunicado eles pediam a compreensão de todos e justificavam a necessidade de tais medidas para preservar a indústria dos jogos para computador.

"Nós presumimos que os consumidores entendem que a pirataria é um grande problema – e que se jogos que levam de um a quatro anos para serem desenvolvidos são efetivamente roubados no dia de lançamento, desenvolvedores e distribuidores irão simplesmente parar de investir em jogos de PC."

OK. Perfeitamente compreensível. Atitude plausível e justa da EA Games em desejar proteger seu patrimônio e o trabalho intelectual de tantos desenvolvedores. A motivação deles é autêntica e válida.

Em um mundo perfeito, a história terminaria aqui.

Infelizmente, Spore estava disponível no submundo da pirataria dias antes do seu lançamento oficial. Sem nenhum tipo de proteção ou limitação. Assim como 100% de todos os jogos já lançados, independente do sistema anti-pirataria implementado e empurrado goela abaixo dos consumidores legítimos.

Será que o investimento da EA Games na (inútil) tecnologia de proteção, somado às perdas causadas pela reputação negativa gerada e pela quantidade de downloads ilegais diretamente motivados por esta tática compensam o que seria perdido para a pirataria se esta confusão não fosse criada?

A despeito das lamentações da Crytek, dos planos da EA Games e das boas intenções de quem quer que seja, a pirataria segue incólume, de vento em popa.

Ouvindo: SITD - Wegweiser - Club Version

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21 de setembro de 2008

Primeiro!!

Troféu O prêmio de primeiro comentário de todos os tempos do Retina Desgastada vai para o Leandro Daniel, que escreveu em minha análise do jogo Age of Empires.

Em seis meses e mais de 120 posts ele teve a coragem de ser o primeiro eco da minha humilde proposta inicial. Valeu pela audiência!

Agora, de volta a nossa programação normal...

(e que o resto do pessoal se anime agora)

Ouvindo: SITD - Ascension - Remix by (Absurd Minds)

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20 de setembro de 2008

Contagem Regressiva

OK. Eu me rendi ao hype:

Espero não me decepcionar...

Ouvindo: System Syn - Somewhere

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PROCON Neles!

A indústria dos jogos eletrônicos morre de medo da pirataria. Alega que perde anualmente milhões de dólares por conta das cópias ilegais, ainda que seja a indústria de entretenimento mais lucrativa de todas. Para vencer esta guerra contra os piratas, apelam para toda sorte de truques sujos, que, no fim das contas, prejudicam somente o consumidor verdadeiro.

Spore O caso Spore chegou até mesmo na grande mídia. Inconformados com as opressoras regras de instalação do jogo, os compradores bombardearam a Amazon com notas baixas e um dos jogos mais aguardados do ano acabou ficando com apenas uma estrela e meia no site de vendas. A EA Games não aprendeu a lição com o cancelamento do sistema de ativação de Mass Effect. 

E tampouco evitou a propagação de Spore em sites de Torrent. Pelo contrário, a raiva impulsiona os downloads, nas palavras de um internauta deixadas em um portal de pirataria:

"Baixando esse torrent você está fazendo a coisa certa. Está mostrando para a EA que as pessoas não aceitam as ridículas regras draconianas dos seus vírus DRM. Você tem o poder de fazer deste o jogo mais pirateado da história e dar um soco virtual na cara das corporações."

O que a indústria pretende alcançar com estas táticas?

Pirata é a Tua Mãe!

Pirata A insatisfação não parte apenas dos jogadores. Desenvolvedores também estão preocupados com esta escalada no conflito. Os estúdios Stardock e Gas Powered Games resolveram inclusive publicar um manifesto de repúdio a estes procedimentos e uma lista de direitos dos jogadores de PC.

A tradução (fonte: Gamesbrasil) segue abaixo, o grifo é meu:

  1. Jogadores devem ter o direito de devolver jogos que não rodam com os seus computadores e receber um reembolso total.
  2. Jogadores devem ter o direito de exigir que os jogos sejam lançados em um estado final.
  3. Jogadores devem ter o direito de esperar atualizações significativas após o lançamento de um game.
  4. Jogadores devem ter o direito de exigir que gerenciadores de download e update não forcem a si próprios ou sejam obrigados a carregar a fim de jogar um game.
  5. Jogadores devem ter o direito de esperar que os requisitos mínimos para um jogo signifique que de fato o jogo rode de forma adequada neste computador.
  6. Jogadores devem ter o direito de subjugar que os games não instalem drivers ocultos ou outros softwares potencialmente prejudiciais sem o seu consentimento expresso.
  7. Jogadores devem ter o direito de baixar novamente a qualquer momento as últimas versões dos games que tenham adquirido.
  8. Jogadores devem ter o direito de não ser tratados como potenciais criminosos por desenvolvedores ou publishers.
  9. Jogadores devem ter o direito de exigir que um game single-player não os force a estar ligadas à Internet cada vez que quiser jogar.
  10. Jogadores devem ter o direito sobre os jogos que são instalados no disco rígido para os mesmos não exijam um CD/DVD mantido no driver para jogar.

O presidente da Stardock, Brad Wardell, afirma que a única forma dos jogadores conseguirem mudar a forma como a indústria trata o assunto é através do mercado e sugere até a criação de um selo para os jogos que seguirem o manifesto. A resposta dos consumidores ao sistema de ativação de Spore mostra que há espaço para uma reação.

Se algo irá mesmo mudar a longo prazo é impossível dizer. Mas a PC Gaming Alliance, espécie de confederação dos desenvolvedores de jogos, já anunciou que irá formar comitês para estudar o assunto e convidou pessoalmente Brad Wardell e a Stardock para se juntar a eles e encontrar uma solução para estes problemas.

Ouvindo: SITD - Snuff Machinery (Club Version)

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Terror nas Bancas II – Puro Instinto

Ontem procurei em três bancas de jornal diferentes e não consegui encontrar novamente a revista vendendo o jogo Instinct completo. Então, continuo sem a informação de qual editora publicou o jogo. Para piorar a situação, o site oficial não existe mais (erro 404) e o site da desenvolvedora parece estar com sérios problemas técnicos(http://www.gowildhare.com). Obscuro é pouco. ATUALIZAÇÃO: Instinct saiu pela Digerati, mas é impossível de achar na loja virtual deles. Bancas de jornais com acervo grande de revistas de jogos ainda são a melhor opção para a compra.

Instinct

Instinct é um jogo russo onde o jogador controla uma equipe de três comandos de elite que irão se infiltrar em uma base da vizinha Coréia do Norte para investigar um estranho incidente. Ao contrário dos FPS ocidentais que estamos acostumados, neste os personagens são russos! E você sabe como estes ex-comunistas são osso duro de roer... Mas a missão se torna uma viagem ao Inferno quando se descobre que a instalação está infestada de zumbis! E você sabe que jogo com zumbi é tudo de bom...

Mas... e aí, vale a pena? Não sei informar com exatidão. Segundo o Gamespot, ele não vale a mídia em que foi queimado, recebendo uma humilhante nota 2.0. Eu chutaria que vale os dezesseis, quinze reais que estão cobrando (ATUALIZAÇÃO: na verdade, o preço é de R$17,90, um pouco salgado para um jogo de banca). Um FPS genérico com gráficos aceitáveis para máquinas mais modestas. Não chega a ser Crysis, mas custa um sexto do preço, roda em qualquer PC e periga ser divertido.

Veja abaixo o trailer e tire suas próprias conclusões:

Ouvindo: Cesium 137 - Effigy (Caltrops Mix)

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18 de setembro de 2008

Terror nas Bancas

Bancas de jornais são o caminho do jogador com pouca grana que deseja se manter dentro da legalidade. Muitos títulos de qualidade podem ser encontrados com preços acessíveis. Mas, é sempre preciso separar as pérolas do meio do refugo que as editoras ocasionalmente tentam nos empurrar (nada diferente do problema que os jogos mais caros também sofrem).

Este mês, as bancas parecem ter sido tomadas pelo terror. A Fullgames lança Cold Fear, enquanto Instinct sai por uma editora que eu não consigo me lembrar…

Cold Fear

Em Cold Fear, o jogador controla o membro da guarda-costeira americana Tom Hansen. Ele e seu time foram chamados para investigar um estranho baleeiro russo abandonado em alto-mar durante uma terrível tempestade. A equipe de Hansen é dizimada por forças desconhecidas e ele precisa lutar para sobreviver em meio a monstros, mercenários e uma tormenta avassaladora.

Cold Fear é um jogo que tinha tudo para ser excelente. O clima de medo está presente em cada minuto. Os gráficos impressionam, principalmente na criação de ondas que parecem ser capazes de virar o barco a qualquer momento. O cenário é inusitado e opressor. A idéia do balanço do navio e a necessidade de tomar cuidado para não ser jogado no mar é inédita. Enquanto escrevo este parágrafo, sinto um ímpeto de tentar jogar novamente.

Mas... existem problemas sérios com o jogo. Cold Fear já foi inclusive usado como exemplo de jogo que merece ir pra lixeira. Infelizmente, a irritante câmera que cisma em se posicionar nos lugares errados, somada com a crescente dificuldade e a impossibilidade de se salvar o jogo em qualquer ponto, transformaram a experiência em um exercício de frustração. Cold Fear também foi acusado de ser um sub-Resident Evil dentro de um navio, mas não conheço o bastante para dizer se a acusação procede...

Ainda assim, acredito que Cold Fear mereça uma segunda chance e até ousaria dizer que, cedo ou tarde, eu talvez volte atrás e faça uma nova tentativa. Uma pequena (e frustrada) parte de mim ainda está presa naquela tempestade junto com Tom Hansen. Por R$ 15,90 disponível em qualquer banca de jornal, eu recomendo a compra.

Cold Fear - Papel de Parede

A seguir: Instinct.

Ouvindo: Christopher So - Mystery in the Bright Light

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Atualize Já! A Nvidia Te Dá uma Mão

Manter os jogos atualizados com suas últimas correções é uma recomendação que eu já fiz. Acredite, você não vai querer estragar sua diversão por causa de um bug. Atualizar os drivers da placa de vídeo também é uma prática saudável: aquele problema que tanto afeta o seu jogo pode não ser culpa do desenvolvedor, mas de algum exótico descompasso da placa de vídeo.

Para estas tarefas eu recomendei o programa Gameshadow, que vasculha a máquina, reconhece os jogos e os drivers, procura e baixa updates. Tudo automaticamente, tudo de graça.

Mas, se você está com preguiça de instalar uma solução completa e possui uma placa de vídeo Nvidia, experimente o aplicativo abaixo agora mesmo. Não tem desculpa! Veja se sua poderosa GeForce está atualizada e baixe novos drivers:

Ouvindo: John Williams - The Flying Sequence + Can You Read My Mind

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17 de setembro de 2008

Halo: A Invasão

Boas novas para os fãs da série Halo. Phil Spencer, diretor do Microsoft Games Studio, afirmou textualmente:

"Há mais de uma equipe criando jogos de Halo neste momento. Há mais de duas ou três equipes criando coisas relativas a Halo neste momento."

Além de Halo Wars, o jogo de estratégia ambientado no universo de Halo e o canto do cisne da Ensemble, Spencer citou o projeto do diretor Peter Jackson e mencionou a existência de planos futuros para a franquia principal.

Nada disso é novidade. Spencer também poderia estar se referindo ao novo livro baseado na série. O que se aguarda com ansiedade é alguma confirmação de um filme ou a concretização dos rumores sobre o destino de Master Chief, personagem principal da saga.

Enquanto isso, o roteiro não-oficial de Stuart Beattie para a adaptação de Halo para o cinema, baseado no livro Fall of the Reach, continua gerando artes conceituais:

Halo - Arte Conceitual

Halo - Arte Conceitual

Halo - Arte Conceitual

As ilustrações são obra do desenhista Kasra Farahani, responsável pelas artes de filmes como Homem-Aranha 3 e Hancock.

Ouvindo: Front Line Assembly - Testimony

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Mais Uma Pros Colecionadores

Edições de colecionador de jogos eletrônicos parecem ser uma tendência que veio para ficar. Lucram os fabricantes, que conseguem vencer a ameaça da pirataria, e lucram os consumidores com bala na agulha, que conseguem guardar para a posteridade raros artefatos de seus jogos favoritos. Então, depois de Fallout 3 (tão desejado) e S.T.A.L.K.E.R. Clear Sky (exclusivo para os russos), apresento a magnífica edição especial de Wrath of the Lich King:

Wrath of the Lich King - Edição de Colecionador

O jogo é uma expansão para o bem-sucedido MMORPG World of Warcraft. Por singelos 70 dólares, o fã poderá adquirir:

Wrath of the Lich King chega às lojas, em edição especial e comum, em 13 de Novembro nos Estados Unidos, Europa, México, Argentina, Chile e Rússia.

Apesar de ter seu lançamento anunciado também para outros países, ainda não há qualquer previsão de distribuição oficial do jogo no Brasil.

Ouvindo: Front Line Assembly - No Tomorrow

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16 de setembro de 2008

Quando Jogadores Têm Filhos...

Considerando que jogos eletrônicos existem há décadas, nada mais natural que as primeiras gerações de jogadores já estejam com filhos e sintam vontade de passar o vício lazer adiante. Eu mesmo mal consigo me conter em pensar quando poderei sentar diante de um jogo junto com meu garoto e ser solenemente massacrado por seus sofisticados reflexos infantis enquanto minha pobre retina desgastada se esforça para entender o que está acontecendo. Como a paixão por um time ou a opção religiosa, jogos eletrônicos são hereditários.

Mas alguns pais exageram na dose. E seus filhos tem que "vestir a camisa":

Filhos de Jogador

Filho de Jogador

Filho de Jogador

Filho de Jogador

Pode até ser um pouco ridículo, mas até que o garoto fantasiado de Master Chief tira onda!

Ouvindo: Front Line Assembly - Burnt Soul

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13 de setembro de 2008

Jogando: Indigo Prophecy

Indigo Prophecy A principal qualidade de Indigo Prophecy é que ele não tenta ser um jogo. Ele tenta ser um filme. O maior defeito de Indigo Prophecy é que ele esquece que ainda assim é um jogo.

O segundo produto da Quantic Dream em oito anos, o jogo inova em vários aspectos. Aliás, inovação sempre foi a meta da empresa. Seu primeiro jogo, Omikron: The Nomad Soul, abordava temas como realidade virtual, reencarnação, mundos paralelos em 1999 e foi o palco da primeira performance digital de um artista do mundo real, o sempre antenado David Bowie. Indigo Prophecy segue a tradição estabelecida pela desenvolvedora de se manter fora dos padrões estabelecidos e ousar novos caminhos.

Em Indigo Prophecy, fui apresentado à possibilidade de interpretar quatro personagens diferentes. Não se trata de uma escolha. Em algum momento da narrativa, você terá que conduzir este ou aquele personagem. Um deles, Tyler, é um assassino à contragosto que tenta entender que forças estranhas o induziram a matar logo na primeira cena da aventura. Outros dois são policiais, encarregados de investigar o crime e capturar Tyler. O quarto personagem é o irmão de Tyler, um padre, dividido entre ajudar o irmão a resolver seu mistério ou entregá-lo às autoridades. Em outras palavras, o jogador joga nos dois lados do campo. E cada um destes indivíduos também tem seus próprios problemas pessoais a transpor.

É um filme! Ou não?

Desde a abertura do jogo, com a câmera se aproximando da cidade, incluindo o menu, tudo se comporta como um filme. A opção "New Game" não existe para o jogador. Ele deve escolher "New Movie". Em determinadas cenas, a tela se divide em mais de um quadro, para mostrar ângulos diferentes da mesma ação ou para mostrar eventos cruciais acontecendo em outro lugar onde o personagem não se encontra.

Indigo ProphecyPara completar o clima de filme alternativo, a Quantic Dream chamou o compositor Angelo Badalamenti para criar a trilha sonora. Colaborador de longa data do cineasta David Lynch, Badalamenti foi o responsável pelas trilhas da série Twin Peaks e dos filmes Veludo Azul, Coração Selvagem, A Estrada Perdida e muitos outros. Grande admirador do seu talento, fiquei feliz ao perceber que o mestre realizou mais um grande trabalho no jogo.

Se pretendendo um filme, Indigo Prophecy não coloca nas mãos do jogador decisões complicadas como pular plataformas, atirar, esquivar, recarregar armas, lançar granadas ou outras proezas de jogos de ação. O papel de jogador está em movimentar o personagem e interagir com o ambiente e as pessoas. E mesmo esta interação se resume a realizar gestos com o mouse, tão naturais que o fluxo da narrativa não é interrompido pelo apertar de botões no teclado.

Esqueça, então, tudo o que você sabe sobre controles de personagem. Em Indigo Prophecy, se você não parar cinco minutos para passar pelo tutorial, você não irá saber o que fazer. De verdade. Mostrando empenho e simpatia, o tutorial do jogo é apresentado por ninguém mais, ninguém menos que um avatar do próprio diretor do jogo, David Cage. Em clima de bastidores de uma filmagem, ele explica como funciona a interatividade.

Mas, se a Quantic Dream acertou ao simplificar a interface de interação com objetos e a árvore de diálogos, em outros pontos, o excesso de inovação atrapalha. Por exemplo, para realizar tarefas cansativas para o personagem, os desenvolvedores tiveram a "brilhante" idéia de fazê-la cansativa para o jogador também! Com o apertar frenético (mas compassado) das setas de esquerda e direita, o jogador "injeta" fôlego no personagem para que este seja bem-sucedido.

Genius E chegamos à mais controversa de todas as características de Indigo Prophecy. Em determinados momentos da história, os personagens se envolverão em seqüências de ação, magistralmente pré-gravadas, coreografadas com precisão, exuberantes até, mas onde o papel do jogador se resume a repetir um encadeamento de botões coloridos que aparecem na tela. É difícil de explicar: enquanto a ação se desenrola na tela, dois conjuntos de botões se sobrepõem a cena, eles irão acendendo em uma determinada ordem e você deve repetir a ordem apertando teclas com as duas mãos, como se estivesse seguindo um Genius (lembra?). Se você apertar os botões certos na hora certa, a ação flui como os desenvolvedores planejaram. Caso contrário, provavelmente o personagem vai se dar mal. O resultado é frenético, muitas vezes frustrante e, mesmo quando você consegue sucesso, você se dá conta que prestou mais atenção nos botões do que na cena.

Neste momento, Indigo Prophecy falha em estabelecer uma conexão com o jogador. Não há uma relação direta entre o apertar dos botões e os eventos que se desenrolam. Teria sido melhor se eles tivessem deixado um botão para pular, outro para agachar, outro pra socar, outro pra esquivar etc. A sensação que passa é que você fica reduzido a um misto entre um espectador e um chimpanzé treinado para repetir seqüências de cores.

Frio na espinha

Apesar de suas falhas de interface, Indigo Prophecy ganha pontos pela ousadia de jogar no lixo décadas de interatividade e pela soberba direção da narrativa.

Indigo Prophecy

Enigmática, a história se desenvolve em um ritmo que nunca deixa o suspense cair. O frio na espinha é constante, principalmente nas cenas de Tyler. Indigo Prophecy conseguiu, inclusive, me dar um susto espetacular, algo que um jogo eletrônico não fazia desde 2002! Apesar de ser um susto completamente trivial em qualquer filme, fui surpreendido pelo primeiro uso do recurso em um jogo e pelo grau de envolvimento em que eu me encontrava com a ambientação sem me dar conta.

Com 44(!) capítulos, sendo que só percorri dez até agora, Indigo Prophecy ainda tem muito chão pela frente e pode se revelar um jogo fantástico.

Ou um filme fantástico.

Ouvindo: Midnight Syndicate - The 13th Hour

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Panela Velha...

Ter um computador inadequado para os jogos mais modernos é fonte de tristeza para qualquer jogador. Durante dois anos sofri esta triste sina enquanto grandes novidades chegavam às prateleiras e eu ficava limitado a sonhar. Com a chegada de Indigo, esta situação vai se reverter e eu vou poder correr atrás do tempo perdido.

Mas... e aqueles que não tem a mesma sorte? Pensando nos desafortunados com máquinas da geração passada (grupo no qual eu mesmo estava incluído até algumas semanas atrás), o pessoal do WinAjuda preparou uma excelente matéria: Dicas para jogar games novos em PCs antigos. Vale a leitura por que as sugestões que eles dão eram rigorosamente o que eu fazia aqui com o bom e velho Dredd. E, não tenho ilusões, serão o mesmo procedimento que eu passarei a adotar daqui a dois anos quando meu computador atual cair também na obsolescência.

Ouvindo: Legião Urbana - Sereníssima

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12 de setembro de 2008

Brincando com Fogo

Cosplayers Radioativos

Brincadeira tem limites. Principalmente se envolver cosplay. Ainda mais se envolver armas de fogo, radioatividade e oficiais do exército subornados.

Um grupo de jogadores russos fanáticos pela série S.T.A.L.K.E.R. resolveu colocar umas fantasias, carregar metralhadoras e entrar na área contaminada de Chernobyl para passar uma agradável tarde de travessuras. O resultado da ousadia pode ser conferido em mais de 50 (!) fotos publicadas.

Vamos todos dar graças a Deus que a Guerra Fria acabou porque, se este é o conceito dos caras de brincadeira, eu não gostaria de encontrá-los em combate...

Ouvindo: Legião Urbana - Metal Contra as Nuvens

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10 de setembro de 2008

A Rússia é Uma Mãe

S.T.A.L.K.E.R - Clear Sky   

O impressionante kit acima é a edição de colecionador do jogo S.T.A.L.K.E.R. Clear Sky que será vendida somente na Rússia. O jogo é a sequência de um dos mais elogiados FPSs saídos da terra do Tetris e, consequentemente, vai receber um tratamento especial em sua terra natal.

S.T.A.L.K.E.R - Clear Sky Pela bagatela de 1300 rublos (equivalente a menos de cem reais), o cidadão russo terá:

O primeiro jogo colocava o jogador dentro da Zona, um perímetro ao redor da reator nuclear destruído de Chernobyl em um futuro não muito distante. A Zona é uma região infestada por criaturas mutantes e anomalias eletromagnéticas, disputada por facções de saqueadores, conhecidos como Stalkers. No papel de um herói sem memória (um constante clichê em muitos jogos), o jogador deve desvendar os mistérios de seu passado escondidos nas entranhas da Zona.

Um dos grandes atrativos de S.T.A.L.K.E.R era a reconstituição fidedigna da região de Chernobyl e arredores. Os desenvolvedores do jogo tiveram acesso a documentos oficiais do governo, fotos, mapas e ainda tiveram a coragem de visitar pessoalmente a área contaminada com radiação. O resultado impressiona: cada prédio, praça, rua e ruína da Chernobyl real está presente virtualmente dentro do jogo.

Clear Sky não é uma continuação das aventuras do jogo anterior, mas, na verdade, um prelúdio dos eventos, revelando fatos que aconteceram um ano antes.

Ouvindo: Legião Urbana - Hoje a Noite Não Tem Luar

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9 de setembro de 2008

Temer o Próprio Medo

Pelo menos uma das injustiças envolvendo a propriedade intelectual de jogos foi resolvida. A Sierra, a Warner e a Monolith chegaram a um acordo e Project Origin, a continuação "verdadeira" do jogo F.E.A.R., vai poder ser chamada de F.E.A.R. 2.

Para não perder todo o trabalho de divulgação já realizado, os desenvolvedores optaram por juntar os nomes. F.E.A.R. 2: Project Origin, como o jogo passa a ser conhecido, tem data de lançamento prevista para fevereiro de 2009.

Abaixo, um papel de parede exclusivo do jogo (clique para ampliar):

Project Origin

Ouvindo: Suicide Commando - Bind Torture Kill

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7 de setembro de 2008

Nomes Têm Poder

No momento em que começou minha carreira com computadores, começou minha relação com os jogos para computadores. Cada máquina que já passou pelas minhas mãos recebeu o nome do primeiro jogo que eu instalei em seu disco rígido. Olhando para trás e para suas configurações, consigo enxergar mais de dez anos da história dos PCs, dos jogos e, por que não dizer, de mim mesmo.

Hexen (1998-2003)

Hexen II

Herdou seu nome de Hexen II. Foi o primeiro demo de jogo que eu instalei, a partir de um CD de um grande amigo meu (que também montou o computador e me vendeu). Meu primeiro contato com um universo inteiramente em 3D, um portal para um vício eterno em FPS. Curiosamente, só consegui a versão completa do jogo muito tempo depois e jamais concluí.

Configuração inicial:

Predator (2000-2006)

Alien vs Predator

Herdou seu nome de Aliens vs Predator. Neste caso, o jogo antecedeu o computador. Sendo fanático pelas criaturas de ficção, comprei o jogo na banca de jornais sem me dar conta de que não conseguiria rodá-lo em Hexen. Frustrado, jurei para mim mesmo que seria o primeiro jogo a ser instalado na próxima máquina.

Comprei Predator, o computador, no mesmo ano em que casei. Sendo um casal que precisava usar computador para trabalhar, não havia como dividir Hexen com minha esposa. Ela ficou com meu primeiro PC e eu adquiri Predator.

Curiosamente, não gostei do jogo tanto quanto imaginava (bugs e dificuldade insana são pontos contra, sempre). Também, jamais terminei.

Configuração inicial:

Dredd (2006-?)

Judge Dredd vs Death

Herdou seu nome de Judge Dredd: Dredd vs Death. Desta vez, foi um caso de um jogo que migrou de máquina. Rodando com sufuco em Predator, consegui passar da metade do jogo quando Hexen foi para o céu dos computadores.

Novamente, fiquei na situação de ter que dividir a máquina com minha esposa, quando eu sempre saio perdendo. Ficou estabelecido, então,  um padrão de troca: quando o computador dela pifasse, ela ficaria com o meu e eu compraria um novo para mim. Todo mundo ganharia um PC mais potente e passaríamos a ter um plano de atualização que não fosse gerado por impulso, mas por necessidade. Não me sentiria mais obrigado a trocar de equipamento toda vez que a id Software lançasse um jogo novo.

Apesar de ser um excelente jogo, consumia recursos como um monstro. Rodou lento em Predator e rodou um pouco menos lento em seu sucessor! Ao contrário dos outros jogos já citados, este foi completado. Curiosidade? Judge Dredd: Dredd vs Death foi desenvolvido pela Rebellion, os mesmos responsáveis por Aliens vs Predator!

Configuração inicial:

Indigo (2008-?)

Indigo Prophecy

Herdou seu nome de Indigo Prophecy (também conhecido como Fahrenheit). Novamente, outro jogo que migrou de máquina.

Predator anunciou que estava prestes a terminar seu ciclo de vida e eu resolvi encomendar um computador pela Internet. Fui informado que demoraria até quinze dias. Ainda que tivesse jurado para mim mesmo que Gothic 3, dentre tantos desejos probidos, seria o primeiro jogo de minha próxima máquina, resolvi arriscar e instalar Indigo Prophecy em Dredd. Afinal, quinze dias é um bocado de tempo para ficar sem jogar. Com sorte e tempo, concluiria o jogo antes da entrega.

Ledo engano.

O novo computador chegou antes do previsto. E faltou tempo para concluir o jogo. Resultado: Indigo é o nome da mais nova aquisição. Curiosamente, o ganho de performance é apenas discreto. E é o primeiro jogo a batizar uma máquina que não é um FPS.

Configuração inicial:

O Futuro

Pelos meus cálculos, Dredd deve subir no telhado em 2011 ou 2012. Até lá, Indigo é minha máquina de jogos oficial, com direito a um pequeno upgrade aqui ou ali. Que venham Fallout 3, Doom IV, RAGE e outros tantos que por enquanto só existem em sonhos e pranchetas.

Ouvindo: Kool & The Gang - Summer Madness

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Retina Desgastada

Blog criado e mantido por C. Aquino

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Alien vs Predator