Idéias, opiniões e murmúrios sobre os jogos eletrônicos

31 de janeiro de 2009

A Trilha Do Jogo Fantasma

Ebben FlowO Mundo de Ebben Flow é uma imensidão coberta de oceanos, exceto por umas esparsas áreas de terra. Estas ilhas formam a nação das Novas Ilhas Unidas. Neste estranho planeta vivem Olos, Claire e Senegal. Juntos eles irão explorar os tesouros perdidos no fundo do mar e sobreviver em uma sociedade dividida em facções ansiosas pelo controle das ilhas e dos segredos das profundezas.

A trilha sonora do RPG Ebben Flow está disponível de graça em http://ef.nebyoolae.com/. São quinze faixas, totalizando 48 minutos de uma recriação sonora de um universo de fantasia e deslumbramento.

Porém...

Ebben Flow não existe! Nunca houve e (até onde se sabe) nunca haverá um jogo de RPG com este nome. O jogo imaginário existe apenas na cabeça de um único homem: Michael James Chadwick. Jogador desde os 4 anos e compositor de músicas desde os 16, Ebben Flow, a trilha sonora, é o resultado da união destas duas paixões.

Felizmente, Mike decidiu compartilhar com o mundo o fruto de seu sonho. Na esperança, quem sabe, que um dia esse fruto se transforme na semente de um jogo completo...

Ouvindo: SnappleMan, Ashane, norg - The Doomsday

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30 de janeiro de 2009

Master Chief é o Cara!

Navegando pela Internet, encontrei a impressionante arte de Daniel LuVisi. O artista californiano de 23 anos está produzindo um livro com um de seus trabalhos autorais agora, mas ele também já fez algumas ilustrações inspiradas em jogos eletrônicos.

Confira abaixo como ficou Master Chief através de sua interpretação (e não esqueça de clicar para admirar os detalhes!):

Halo - Master Chief (clique para ampliar!)

Ouvindo: Kanjika - Breathtaking Vision

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Gothic: O Começo

Gothic 3 : The Beginning Engana-se quem pensa que a saga de Gothic começou com a chegada do Herói Sem Nome à colônia penal de Khorinis. E engana-se também aqueles que acham que Xardas é apenas um velho necromante louco muito difícil de encontrar.

Cerca de 140 anos antes dos eventos narrados no primeiro jogo, um jovem órfão criado por fazendeiros, chamado Xardas, recebe a estranha visita do Fantasma de Buthomar, servo do próprio Deus Innos. A aparição revela ao rapaz que uma terrível ameaça paira sobre o mundo e que ele precisa encontrar os "quatro escolhidos" e recuperar a magia contida nas runas. Infelizmente, forças terríveis estão manipulando a raça dos Orcs, com o objetivo de conquistar o poder definitivo.

Esta é a história de Gothic 3: The Beginning, uma aventura para celular lançada na Alemanha em Janeiro de 2008. O jogo lança um pouco de luz nas enigmáticas motivações de Xardas e, pela primeira vez, coloca o jogador no controle de outro personagem que não seja o carismático Herói Sem Nome. Apesar das limitações da plataforma J2ME, comparada com um PC, o título apresenta mais de 50 cenários diferentes, 14 tipos de inimigos (entre os tradicionais Orcs, lobos e Trolls da série), 35 NPCs e músicas da trilha sonora oficial da série.

Screenshot Screenshot Screenshot

Gothic 3: The Beginning foi desenvolvido pela Handy Games e recebeu uma série de prêmios em seu país natal. Periga ser melhor que o próprio Gothic 3 (exceto pelos gráficos, é claro). Infelizmente, não há informações sobre o lançamento no Brasil do único título da série para celulares.

Ouvindo: Magica - All Water Have The Colour Of Drowning

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28 de janeiro de 2009

Assassino nas Bancas

Hitman Contracts Uma nova visita ao jornaleiro revelou mais um título de qualidade sendo oferecido por apenas R$19,90, aproximadamente um quinto do preço de um lançamento em qualquer loja. Hitman Contracts é o terceiro exemplar da série que segue os passos do assassino geneticamente manipulado Agente 47 e já vendeu mais de quatro milhões de cópias desde seu lançamento em 2004.

Hitman foi um dos primeiros jogos no PC a mesclar a violência dos tradicionais FPS com a sutileza da infiltração típica dos filmes de espionagem. O nível de desafio é elevado e a tensão constante. Quem está acostumado a entrar em cena mandando bala para todos os lados vai estranhar a mecânica da série, que privilegia o planejamento cuidadoso e a abordagem discreta, para que 47 consiga eliminar seus alvos.

Eu fui iniciado no universo de Hitman a partir do segundo título, durante uma das raras férias em meu ramo de trabalho. Quem pensa que eu tive 30 dias para curtir o jogo, está enganado. Eu tive quinze dias. Quem pensa que era pouco tempo, também se enganou. Hitman 2 tinha a capacidade de sugar o jogador para dentro de suas tramas maquiavélicas e, mesmo com a dificuldade exacerbada, consegui fechar o jogo em tempo hábil, criar um site novo para minha esposa e aproveitar um pouco da luz do sol longe da tela do computador. Desde a magistral trilha sonora criada por Jesper Kyd, passando pelos cenários cinematográficos (Moscou, vilas italianas, templos ninja, coberturas de luxo...) e pelo amplo arsenal disponível, Hitman 2 foi um sopro de novas possibilidades para um jogador que achava que já sabia de tudo sobre jogos de tiro.

Natural que eu me interessasse pelos outros jogos da série. Infelizmente, jamais passei da primeira missão do primeiro jogo. Hitman: Codename 47, o início de tudo sofria de um erro que eu considero imperdoável em um jogo: a única forma de vencer é aquela especificada pelos desenvolvedores. A menos que o jogador siga um tutorial ou seja capaz de adivinhar o que se passava na cabeça de seus criadores, não há como progredir no jogo. A liberdade de abordagem existente em Hitman 2 ainda não havia sido implementada no primeiro exemplar, o que torna o jogo um exercício de contínua tortura.

Hitman Contracts parece unir o melhor dos dois primeiros títulos ao usar uma história inusitada. Ferido de morte, 47 desmaia e delira sobre suas primeiras missões, permitindo ao jogador reviver muitos dos assassinatos cometidos no primeiro jogo, com as melhorias na jogabilidade implementadas pela equipe. Com gráficos atualizados, inteligência artificial melhorada e algumas surpresas nos mapas, Contracts injeta novo fôlego no que alguns jogadores poderiam chamar de remake. Se a idéia foi bem implementada, então o terceiro jogo da série vale (e muito) os vinte reais.

Hitman Contracts está sendo lançado pela CD Editora, que tem um logotipo MUITO parecido com o da sumida CD Expert, que sempre foi uma referência em títulos de qualidade. Se eles estão em um processo de transição de razão social, escolheram bem o pontapé inicial da nova empreitada. O jogo vem ainda com um guia para o jogador que deseja realizar missões perfeitas e promete ensinar como vencer o jogo sem dar um único tiro (!). ATUALIZAÇÃO: Faltou dizer que a versão vendida nas bancas está em formato DVD e que o jogo foi todo legendado em português!

Ouvindo: The Apartments - The Shyest Time

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27 de janeiro de 2009

Jogando: Duke Nukem

Duke Box Qual foi o último jogo que você jogou que era divertido? Não estou falando de "inteligente", "instigante", "emocionante", "assustador", "irado" ou "caramba, que gráficos!". Estou falando de diversão, pura e simples. Divertido como uma pelada no fim de semana, uma cerveja com os amigos, um dia na praia, uma rodada de piadas na mesa de um bar.

Qual foi o último jogo que você jogou que não tinha uma seta colorida indicando para onde ir? Onde a exploração dos níveis era essencial para a vitória, onde a descoberta de lugares secretos fazia parte da brincadeira? Onde você podia carregar dez armas diferentes ao mesmo tempo e o protagonista falava pelos cotovelos?

Qual foi o último jogo que exigiu sua atenção constante, mas o recompensava com doses maciças de bobagem, carnificina e satisfação? Qual foi o último jogo que não se levava a sério, que zombava de si mesmo? Que não pretendia ser uma "narrativa imersiva" ou uma "experiência única" ou um "grandioso épico"? E, enquanto jogo, cumpria 100% com suas expectativas?

Duke Nukem 3D, para mim, é a resposta para todas essas perguntas.

Do Que os Clássicos São Feitos

Duke Burger No distante ano de 1996, a 3D Realms lançava o título que seria ao mesmo tempo seu maior triunfo e sua maior sina. Duke Nukem 3D apresentava o personagem de dois outros jogos anteriores em plataforma ao mundo dos jogos em três dimensões, ao mundo dos FPS. Nem o desbocado herói, nem os FPS seriam os mesmos depois disto.

Duke Nukem era mais um dos jogos a usar a revolucionária (para a época) engine Build, ao lado de Blood, Shadow Warrior, Powerslave e outros menos cotados. Enquanto John Romero e a turma da id Software perseguiam o cálice sagrado do verdadeiro ambiente em 3D e colocavam em cena suas obsessões com mundos sombrios, a empresa de George Broussard trazia um jogo em "2.5D" recheado de humor politicamente incorreto situado na ensolarada Califórnia. A combinação das inovações tecnológicas promovidas pela engine com a visão sarcástica e debochada do anti-herói americano criou um dos representantes mais bem-sucedidos de sua geração.

Duke Nukem, o personagem ao contrário dos heróis sem nome, voz ou mesmo rosto de seus antecessores em Castle Wolfenstein 3D, Doom e Quake tinha uma identidade. Ele pode ser (justamente) acusado de misógino, grosseiro, arrogante e bufão, mas jamais de ser uma folha em branco. E a história do jogo está ali para servi-lo: ao voltar para a Terra, após uma missão no espaço, Duke Nukem descobre que uma raça alienígena está seqüestrando mulheres para fins malignos! O fiapo de trama absurda é somente uma desculpa para que o herói cruze dezenas de cenários inspirados em lugares reais, dizimando centenas de grotescos invasores das formas mais estapafúrdias possíveis enquanto libera um vasto arsenal de frases feitas e atitudes picarescas. O show, neste caso, está totalmente focado no impagável personagem central.

Battlelord E muitas vezes o maior inimigo de Duke Nukem era o próprio cenário. Empolgados com a fantástica novidade proporcionada pela criação de cenários em três dimensões, os desenvolvedores abusaram. Labirínticos níveis estão abertos para o jogador, que precisa usar toda sua percepção espacial e inteligência para descobrir qual é o melhor (ou único) caminho para abrir a próxima porta e/ou descobrir o próximo compartimento secreto. Nada de longos corredores com 90% das portas fechadas como nos jogos mais modernos, nada de setas flutuantes indicando o caminho, nada de compassos marcando o norte. Todas as portas podem ser abertas com a chave certa (e algumas paredes também!). Jogando Duke Nukem é possível se dar conta de como os criadores de jogos passaram a confiar cada vez menos na sagacidade dos jogadores e começaram a levá-los pela mão através da aventura... Lamentável.

Doze anos depois, Duke Nukem não apresenta uma única ruga e joga um extraordinário aroma de novidade (?!) no gênero dos FPS. Difícil de acreditar que eu esperei tanto tempo para finalmente tentar jogá-lo até o fim...

Ouvindo: SITD - The Final Curtain

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25 de janeiro de 2009

Mercado Selvagem

Um professor americano levantou a possibilidade de apresentar um curso de economia baseado em... World of Warcraft. O O economista e acadêmico David Friedman acredita que os mecanismos econômicos envolvidos na transação de itens no jogo online são bastante complexos e apresentam questões interessantes para um futuro economista. Temas como mercados e preços, leilões, oferta e procura, cartelização, demanda, padrões de preços, arbitragem estão presentes na dinâmica do jogo.

WoW Friedman, jogador do MMORPG, sinaliza que o jogo poderia despertar o interesse dos estudantes, ao mesmo tempo que oferece a eles amplo material para análise.

Ele cita o bizarro caso que aconteceu com sua esposa, freqüentadora da casa de leilão dentro do mundo de World of Warcraft. Ela teria testemunhado em tempo real uma tentativa de cercar um nicho de mercado e criar um cartel – um cartel ao qual ela teria sido convidada a participar. Sua recusa a "entrar no esquema" foi acompanhada por uma ameaça explícita de ser tirada do mercado por mercadorias mais baratas que as dela.

Meus conhecimentos de economia são mínimos, mas eu sei que a tática é uma versão em menor escala do dumping. O cartel secreto dentro de WoW pretendia minar a concorrência (todos aqueles que não aderissem) vendendo mercadorias por um preço absurdamente baixo. Mas Friedman prova que existe uma diferença entre uma quadrilha de aproveitadores eletrônicos e um autêntico catedrático em economia, e usa seu conhecimento para apontar o erro do pretenso cartel:

"O organizador do cartel aparentemente não leu a análise de Aaron Director, refletido no clássico artigo de McGee sobre o mito do preço predatório; não lhe ocorreu que se ele estava vendendo, a um preço artificialmente baixo, dez vezes mais gemas que seu alvo, ele também estava perdendo dinheiro dez vezes mais rápido. Levou alguns dias para ele descobrir a falha em sua estratégia e abandoná-la."

Roubo nas Estrelas

EVE

EVE Online é para muitos jogadores A alternativa para quem não está interessado em elfos, orcs, feiticeiros e outros clichês de RPG repetidos ao infinito. Ao contrário da concorrência, este MMORPG abrange o espaço sideral, civilizações superavançadas, naves espaciais e grandes corporações.

Estas grandes corporações são criadas, organizadas e mantidas pelos próprios jogadores, uma versão megalômana e burocrática das antigas guildas. Entre estas grandes empresas virtuais existentes no universo do jogo, se destacam os bancos privados. Ainda que o mecanismo do jogo ofereça um sistema bancário, digamos assim, público, alguns "especuladores" preferem montar sua própria estrutura e investir seu precioso dinheiro virtual em fundos de grande risco.

Como no mundo real, estes fundos privados apresentam alta rentabilidade. Como no mundo real, eles são controlados por seres humanos. Como no mundo real, a carne é fraca e impera a lei da selva. Esta semana, um ser humano realizou o maior desfalque virtual da história.

O jogador Xabier, Gerente de Investimentos do banco privado Dynasty Banking, sumiu com 86 Bilhões de ISKs (a moeda do mundo de EVE Online) que estavam sob sua responsabilidade direta. Rapidamente, a diretoria do banco virtual divulgou uma nota amenizando o desvio do dinheiro e ratificando que a organização ainda tem saldo para honrar suas dívidas e que os investidores não devem se preocupar.

O que acontece com Xabier? Pelas regras do jogo, não há violação nem punição. Desde que ele não converta sua fortuna em dinheiro real (cerca de 350 dólares, no final das contas), a produtora  não tem motivos para cancelar sua assinatura. Dentro da mentalidade de tentar criar uma atmosfera opressora e competitiva em um futuro distópico, Xabier está, na verdade, prestando um favor para os criadores do jogo. Considerando que a "morte" tem pouco ou nenhum efeito no universo de EVE, também é pouco provável que Xabier tenha sua cabeça colocada a prêmio pelos outros jogadores. Não será de se estranhar se, dentro em breve, ele abrir seu próprio ramo de negócios ou arregimentar uma frota de naves mercenárias e der um golpe de estado em algum enclave criado por outros jogadores.

Admirável Mundo Novo

Situações como essas são mais comuns do que se imagina, à medida que regras mais elaboradas são implementadas nos jogos online, à semelhança do mundo real.

Em 2003, o professor de economia Edward Castronova, da Universidade Estadual da Califórnia, já propunha um estudo sobre as economias virtuais. E ia além, ao perguntar se estas economias iriam afetar as economias e governos do mundo real. A resposta? "Se os mundos virtuais se tornarem uma grande fração da vida diária dos homens, seu desenvolvimento pode ter um impacto nas macroeconomias da Terra".

Ouvindo: Wolfsheim - Leave No Deed Undone (Live)

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22 de janeiro de 2009

Mensageiro do Inferno

Um dia depois do lançamento do vídeo com os primeiros quatro minutos de Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena, surge outro trailer do jogo.

Além de algumas cutscenes, o novo vídeo, chamado de "Desperation" ("Desespero", em bom português), traz também alguns flashes que comprovam que a excelente jogabilidade do jogo anterior será mantida. Riddick continua espreitando nas sombras e eliminando seus inimigos com mortífera eficiência...

Ouvindo: Carbona - Urbânia Diga Adeus

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21 de janeiro de 2009

Quatro Minutos nas Sombras

O site G4 conseguiu acesso aos primeiros quatro minutos do jogo Chronicles of Riddick: Assault on Dark Athena, a seqüência / remake do excelente Escape From Butcher Bay. O vídeo não traz nenhum segundo de jogabilidade, mas apresenta a introdução da história com maestria e nos faz lembrar como o personagem John Riddick tem um imenso potencial para se tornar ícone.

Assista o vídeo e... cuidado com a escuridão:

Ouvindo: Ladytron - White Light Generation

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Caixa-Preta Digital

Vôo 1549 O Capitão Chesley Sullenberger entrou para a história da aviação em 15 de Janeiro de 2009, quando realizou a (quase impossível) façanha de realizar o pouso de emergência de um avião de cinqüenta toneladas nas águas de um rio. Sua habilidade permitiu que todos os 150 passageiros e os cinco membros da tripulação saíssem ilesos da experiência que poderia ter se tornado um desastre. Para se ter uma idéia da grandiosidade do feito, basta dizer que NENHUM outro piloto conseguiu, com sucesso, pousar uma aeronave comercial na água nos últimos 45 anos.

Uma empresa inglesa, especialista em simuladores de vôo (mais especificamente em criar add-ons para o Microsoft Flight Simulator), recebeu a tarefa de recriar em computador os tensos momentos do vôo, desde a decolagem até o fantástico pouso. Usando seu próprio software, a Just Flight conseguiu, em um curto espaço de tempo, fazer jus ao ato heróico de Sullenberger.

A simulação inclui a falha do motor e as chamas resultantes, o dramático retorno na Ponte George Washington (quando as duas turbinas foram desligadas) e a descida final no Rio Hudson. Com múltiplos ângulos de visão, a recriação é o mais próximo que nós, meros espectadores, chegaremos (ou desejaríamos chegar) da exata sensação que o piloto e seus passageiros tiveram naquele momento.

Sobre o trabalho da Just Flight, Michael Rawlinson, diretor da ELSPA (Entertainment & Leisure Software Publishers Association – uma associação de profissionais da indústria de jogos na Inglaterra), declarou: “Diante do drama que se desvelou na semana passada em Nova York, foi ótimo ver que tecnologias usadas para jogos poderiam ser utilizadas para reconstituir cenas tão impressionantes para os telespectadores da BBC e da ITN e se tornar também o mais assistido vídeo do site da BBC. Isto ilustra perfeitamente como tecnologias derivadas diretamente daquelas empregadas em jogos eletrônicos podem ser incrivelmente úteis em outros aspectos de nossas vidas.”

O vídeo da Just Flight foi aproveitado em vários programas de TV na Inglaterra e pode ser conferido online em http://news.bbc.co.uk/2/hi/7834499.stm.

Ouvindo: Ladytron - International Dateline

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16 de janeiro de 2009

Age of Empires Inspirou Atleta

Tem gente que tem a vida modificada por um livro lido na adolescência, um filme visto na faculdade, um amor perdido na vida adulta, uma conversa especial. No caso do australiano Ryan Tyack, 17 anos, o que mudou sua vida foi o jogo Age of Empires.

Ryan Tyack

Tyack é a grande promessa olímpica no arco e flecha e liderou a delegação de seu país, mais de 600 atletas, durante a abertura do V Festival Olímpico Australiano da Juventude, em Sydney. Apesar da pouca idade, o jovem arqueiro já conquistou um título mundial em sua categoria e foi reserva durante a última Olimpíada, na China.

Rise of Rome Aos dez anos de idade, Ryan Tyack não saía de frente do computador, jogando partida após partida de Age of Empires. Até o dia em que sua mãe deu um ultimato, para ele fazer algum esporte e conhecer outros garotos. Ele não se deu por vencido e decidiu que, se tinha mesmo que fazer algum esporte, que estivesse ligado ao jogo. Na dúvida entre esgrima e arco e flecha, uma vez que Age of Empires apresentava espadachins e arqueiros, Tyack escolheu o caminho que o levaria a uma inesperada carreira de sucesso.

É interessante observar que, provavelmente, há quinhentos anos atrás, um jovem desses seria fascinado pelas histórias dos grandes guerreiros de seu reino, brincaria com seus amigos na floresta, receberia uma bronca de sua mãe, entraria para o exército (ou para uma força mercenária) e se tornaria um arqueiro mortífero. Os dias de hoje permitem que talentos como esse despertem de forma virtual e amadureçam de forma mais nobre, em simulações esportivas, sem que ninguém saia ferido no processo.

(E palmas para mãe, que não apenas controlou o tipo de jogo que o filho teve acesso aos dez anos, como também soube identificar uma obsessão e agiu de acordo, canalizando a energia do filho para uma atividade mais concreta.)

Ouvindo: Hocico - spirits of crime

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15 de janeiro de 2009

O Melhor do Brasil é o Brasileiro?

Fabio Bracht postou hoje um artigo polêmico no blog Continue, relatando suas desagradáveis experiências com outros jogadores brasileiros em jogos multiplayer. Com o perdão dos palavrões (justificados pela extrema indignação), reproduzo aqui seu desabafo:

"Deixa eu contar uma história. Uma história que certamente não é a primeira do tipo por que eu passei, mas foi a que me irritou o suficiente para escrever este post.

Uma história que aconteceu em Team Fortress 2, mas que poderia ter acontecido, de forma bastante parecida, em qualquer outro jogo online, de Counter-Strike a World of Warcraft.

Mas já aviso: o texto é grande e não muito simpático.

Meu primeiro contato com Team Fortress 2 foi no 360, quando eu comprei o Orange Box, numa época em que não tinha PC pra jogar decentemente. A maior diferença de jogar no console não é a jogabilidade, o fato de ter que trocar teclado e mouse por joystick. Não. A maior diferença é que todos os servidores de jogo são “gringos” e quase não há brasileiros jogando.

Se eu disser que tudo era perfeito em relação ao comportamento do pessoal, estarei mentindo (até porque estamos falando da Xbox Live). Mas também é verdade que em boa parte do tempo o que eu ouvia pelo headset eram coisas como “tem Spy chegando na base”, “tá vindo um Heavy com Medic, se liguem” ou “me avisa quando você colocar sapper na sentry pra eu poder destruir”. E em boa parte das (poucas) vezes que eu perguntava alguma coisa de noob, era respondido. Foi assim que aprendi o básico para se jogar TF2.

Agora corta para ontem, quando jogava uma animada partida na hora em que um garoto entrou no jogo e perguntou, meio preocupado, “vocês sabem se o update do Scout já saiu?”, ao que um outro cara, mais velho, respondeu: “já sim, você não baixou?”

– Não… nem tô sabendo de nada.
– Ih, cara, se liga. Se você não baixar até hoje ao fim do dia, vai perder o jogo.
– Hã?! Como assim? *preocupado*

Mentira, óbvio. O update do Scout já foi prometido indiretamente pela Valve, mas ainda não saiu e nem tem data pra isso. Mas o que mais me impressionou foi a velocidade em que o mentiroso respondeu. Não rolou uma consulta à consciência, um “vale a pena enganar o moleque só pra dar umas risadas? Ah, vale, foda-se”; não houve hesitação. Simplesmente no instinto, o cara mentiu. Não levou dois segundos. Foi o primeiro reflexo dele.

Mas minto: algo me impressionou tanto quanto isso. Foi o fato de que mais três ou quatro caras que estavam no jogo terem se juntado ao mentiroso, para ajudar na mentira, deixando o coitado do novado preocupado, enquanto todos os outros simplesmente riam em silêncio atrás dos seus computadores ou, pior, achavam aquilo uma merda mas não se manifestavam.

Eu fiquei tão fervendo de ódio com tamanha filhadaputice que demorei um pouco pra intervir. Estava sem headset, então soquei o caps lock e digitei: “NÃO, CARA, NADA DISSO! ESPERA AÍ!”. Num segundo eu dei alt+tab e fui confirmar o endereço do blog oficial do TF2, que queria passar pra ele, dizendo pra consultar sempre ali, porque seria o lugar onde o update seria anunciado quando saísse.

Ao voltar pro jogo, o moleque já tinha saído, provavelmente apavorado e achando que ia perder o jogo por não ter feito o update (vamos poupar o julgamento do carinha, ok? Por mais que seja ridículo alguém acreditar que pode perder o jogo só por não ter feito um update, todos já fomos noobs nessa vida.) Eu perguntei pro pessoal se eles lembravam do nick dele, porque queria adicionar ele no Steam pra falar com ele e tal.

Pra quê? Começaram a me tirar pra otário. E eu, mesmo sabendo que não é o mais indicado a fazer, respondi: “como vocês são uns filhos da puta sádicos”.

A partir daí foi um festival de tudo que há de pior na humanidade. Um digitou “nossa, como ele é bondoso, ui!” no chat. Outro me disse, pelo headset, que se eu gostava tanto do moleque era pra eu ir lá e deixar ele me comer (!). Outro mudou o nick para “Sr. Filho da Puta Sádico”. Outro tirou barato de mim, dizendo que “com certeza esse tal de Bracht já caiu numa mentira dessas, por isso fica aí todo se fazendo de bom”. Não, amigão, respeito é um troço que eu sempre tive.

Cara, fiquei profundamente enojado dos meus compatriotas. E digo compatriotas porque, sim, às vezes eu ainda jogo em servidores estrangeiros (no Brasil quase não se acha gente pra jogar o modo Arena), e é NOTÁVEL a diferença de educação. Salvo as inevitáveis exceções, ninguém fica falando merda aleatória no microfone, as pessoas se ajudam, o estilo de jogo é mais focado do trabalho em equipe. Até os nicks são bem diferentes.

Ah, os nicks. Preciso fazer um capítulo em separado para os nicks.

Os nicks

Deixa eu mostrar os nicks de algumas pessoas que estão na minha lista de “recent players” do Steam.

nicks

Por que, meu Deus, POR QUÊ escolher um nick BABACA como esses? Um nick ilegível, impronunciável e que denuncia tão na cara que você é um infeliz que não sabe jogar em equipe! Sim, porque como eu vou avisar ao senhor 8 ) que tem um Spy atrás dele, ou que eu preciso de cura, ou que ele deve ir pela entrada da esquerda em Well porque na direita tem sentry? “Cuidado aí, oitofechaparêntese!” Ah, vá se foder com força!!!

Caras que usam nicks assim são minoria nos servers gringos. Eles existem, e são um problema como aqui, mas não são a regra. Normalmente usam Sniper, Spy, ou outra classe que é capaz de trabalhar meio fora do teamplay. E muitas vezes são bons, acabam ajudando o time indiretamente.

No Brasil não: é raro encontrar alguém que tenha visivelmente se esforçado para criar um nick inteligente (ou que pelo menos use o seu próprio nome, como eu), em oposição aos numerosos casos de gente que criou o nick pensando unicamente em mostrar aos amiguinhos como ele domina o Mapa de Caracteres do Windows. E todos eles jogam com todas as classes, óbvio, inclusive com Médicos e Engenheiros (classes de suporte, que praticamente só servem, ou serviriam, no caso, para ajudar os outros), trazendo consigo todo o egoísta-você-que-se-exploda-lifestyle.

O F10

Esse é outro que merece um capítulo separado. O F10. Quantas mil vezes eu já me deparei com isso? Explico: F10 é a tecla que sai do jogo. Dá quit no servidor. Agora adivinha qual é a resposta padrão para qualquer pergunta que um inocente novato fizer?

“Como abre as armas novas, alguém sabe?”
“Aperta F10 e escolhe no menu”.
Noob left the game (Disconnected by user).

“Como eu subo nesse lugar aí onde vocês estão?”
“Aperta F10 que tem um pulo mais alto lá”.
Noob left the game (Disconnected by user).

“Como dá critical hit?”
“Tem que apertar F10 pra ligar o critical”.
Noob left the game (Disconnected by user).

“Como cura?”
“Aperta F10”.
Noob left the game (Disconnected by user).

Não é o CÚMULO da filhadaputice? Em vez de ensinar os outros a jogar, o pessoal (e não é um ou dois, eu já vi isso acontecendo INÚMERAS vezes) simplesmente faz com que o coitado do cara, que acabou de comprar o jogo e tá querendo aprender a se divertir, essencialmente se “auto-kicke” do jogo.

E notem que, além de ser algo extremamente idiota / filhodaputa / egoísta / babaca / sádico / canalha de se fazer, quem faz isso está SE prejudicando por um mísero LOL. Se o carinha tava perguntando “como cura”, é porque ele estava querendo jogar de Medic, e TODO time precisa de Medic em QUALQUER situação. Sem contar que o Noob tem grandes chances de, em vez de abominar uma atitude como essa, resolver que a melhor forma de lidar com isso é aproveitar a primeira oportunidade pra pegar outro Noob nessa pegadinha. Porque brasileiro é filho da puta em jogos online, não tem jeito.

Conclusão

Se você é brasileiro e joga online, por favor esforce-se para não ser um filho da puta. Já há demais deles. Adote um noob. Ensine como jogar, como se comportar (regra número um: não seja o babaca que você não tem coragem de ser no mundo offline) e, principalmente, ensine que o cara mais legal do servidor não é o cara mais estúpido.

E se você for o carinha que saiu do servidor achando que ia perder o jogo porque não baixou o update do Scout que ainda nem existe, saiba que está tudo bem.

Ao final, Fabio Bracht conclama todos aqueles que compartilham da sua opinião a espalhar o texto na internet. Dado meu triste histórico em jogos multiplayer, eu nunca passei ou assisti situações semelhantes à relatadas. Mas também... a última coisa que eu joguei online foi Quake 3 e durante 5 minutos. Vejo que a situação deteriorou um bocado desde então.

O nível de revolta de Bracht me faz lembrar o mais revoltado post que eu já escrevi, ainda em meu antigo blog (já extinto e fora do ar). Não tem relação com jogos. Mas tem relação com o caráter de muitos indivíduos do nosso povo. Em 9 de Setembro de 2005, eu escrevia:

Dizem que não é uma boa idéia misturar blog com política, a menos que esta seja a proposta daquele. E a nossa proposta é fornecer "uma visão pessoal sobre as tecnologias Microsoft e o mundo de TI". Então, vou logo adiantando: o assunto a seguir tem relação com tecnologia sim, senhor. Mas também é um desabafo político.

Como alguns devem saber, recentemente aconteceu uma falha grave no sistema de um famoso site de vendas nacional. Uma mal-programada "promoção" prometia descontos de 15 reais nas compras acima de 50 reais. O erro estava no cálculo: o desconto era aplicado a CADA produto da lista de compras do usuário, ao invés de ser aplicado ao total da compra. Assim, quem quisesse comprar dois CDs por 20 reais cada, acabava pagando apenas 5 em cada um. A falha já foi corrigida, mas o estrago foi grande. A empresa alega que todos os pedidos feitos através desta falha foram cancelados e os valores estornados aos usuários.

O que realmente me irrita não foi a demora do site em detectar e corrigir a falha. Este é um problema deles, com todo o respeito. O que me tira realmente do sério é o fato de uma parcela de internautas brasileiros se aproveitarem deste bug para tirar vantagem. A notícia da "promoção" se espalhou pelo Orkut, por fóruns e outros sites como um incêndio no matagal. E dezenas (talvez centenas, jamais saberemos, jamais será divulgado) de pessoas correram para o site para fazer pedidos de coletâneas de DVDs, CDs e outros bens de consumo baratos o bastante para maximizar o lucro do desconto de 15 reais. Não duvido que no meio da confusão existam pessoas que não desconfiaram do problema e/ou se espantaram com a fantástica promoção do site. Mas... não sou ingênuo a esse ponto. Essa imensa massa de "espertinhos" agiu de má-fé e avançaram sobre uma empresa vulnerável com tantos pedidos que o sistema chegou a sair do ar. É vergonhoso.

São estas as mesmas pessoas que gritam slogans contra o Mensalão? São as mesmas pessoas que pedem a cabeça de Lula, Severino e Maluf? São estas as pessoas que se vestem de preto e colocam nariz de palhaço para protestar contra a corrupção do Governo? E depois voltam a suas casas, acessam a Internet e FRAUDAM um site de comércio eletrônico. E ameaçam entrar na Justiça por "propaganda enganosa" caso seus pedidos não sejam entregues.

Tenho vergonha desta gente. Vergonha e medo. Medo porque, no dia em que eu cometer um erro no meu banco de dados, eles vão sabotar o meu site e roubar meu conteúdo sem perdão. Medo por que se esquecer a porta da minha casa aberta eles vão entrar e levar tudo.

A empresa descobriu a falha a partir de uma denúncia anônima. Não foi minha. Mas poderia ter sido. Poderia ter sido sua também. Eu prefiro acreditar que você que está lendo isto é honesto e decidido a mudar este País de dentro para fora, como eu. Sem pilantragem, sem esquemas, sem "molhar a mão" de ninguém, sem mentiras.

Ouvindo: Sepultura - Rest In Pain

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Quando Hollywood Ataca

Durante muito tempo o emprego de dublador para jogos eletrônicos pertencia... bem, pertencia aos dubladores propriamente ditos, esses heróis sem rosto que ajudaram a cimentar a indústria. Mas, assim como no mercado dos desenhos animados, os atores e atrizes de cinema e TV logo viram a possibilidade de aumentar o orçamento doméstico entre uma produção e outra e os desenvolvedores de jogos aceitaram a chance de ampliar o hype em torno de seus títulos com a contratação de um ou outro astro de Hollywood. Com um faturamento estimado de 18 bilhões de dólares somente no mercado americano, todos querem uma fatia do grande bolo que se tornou o mundo dos jogos.

O trabalho de dublagem é pago de acordo com a tabela do sindicato dos atores, algo em torno de 760 dólares por uma sessão de quatro horas de trabalho. Entretanto, este valor é apenas o piso mínimo. Grandes nomes da telona podem negociar valores que ultrapassam o dobro disso. E muitos profissionais conseguem agendar duas ou três sessões de dublagem por dia, engordando e muito o pagamento. O resultado é que a hora de dublagem acaba saindo muito mais lucrativa do que um trabalho em frente às câmeras.

Em muitos casos também, o papel na voz de um personagem de um jogo foi a tábua de salvação para uma carreira em declínio. Em outros casos, ajudou a dar projeção a profissionais que ainda não haviam alcançado o estrelato. Enquanto outros atores simplesmente pegaram seus polpudos cheques e foram para casa, sua participação no jogo esquecida ou sequer conhecida do grande público.

Dana Gould - Gex

Dana Gould é um veterano neste casamento entre o mundo dos jogos e o mundo do cinema e tv. Comediante com uma longa carreira de pequenos papéis em diversos filmes, ele também dublou e escreveu vários episódios dos Simpsons. E, desde 1995(!), ele escreve e dubla as aventuras do lagarto Gex.

James Woods - Mike Toreno

James Woods é um veterano e ponto. Com uma longa e valiosa carreira a suas costas, o ator ainda acumulou alguns papéis de dublagem: ele fez o vilão Hades, em Kingdom Hearts, o personagem George em Scarface (o jogo, não o filme), entre outros. Mas, talvez, seu papel mais marcante de dublagem tenha sido Mike Toreno, em GTA San Andreas.

Keith David - Arbiter

Keith David tem um currículo invejável no mundo dos jogos, ainda que a grande chance no cinema não tenha aparecido em trinta anos de carreira. Os mais velhos podem se lembrar dele como um dos dois sobreviventes no final do filme "Enigma do Outro Mundo", dividindo um tenso momento com Kurt Russel. Os mais novos... provavelmente irão se concentrar na voz retumbante dos personagens Capitão David Anderson (Mass Effect), Julius (Saint's Row), Barricade (Transformers, o filme e o jogo) e Arbiter (Halo 3).

Lance Henriksen - Gun

Lance Henriksen é um rosto conhecido para os fãs de ficção-científica. O ator já apareceu no primeiro Exterminador do Futuro, em dois filmes da série Aliens, no primeiro Aliens vs Predador e foi o protagonista do seriado Millenium. Henriksen emprestou sua voz para o Admiral Steven Hackett, em Mass Effect, e para o vilão Thomas MacGruder, em Gun, entre outros. Curiosamente, sua voz não foi utilizada em nenhuma das adaptações dos filmes que estrelou.

Michael Madsen - Toni Cipriani

Michael Madsen tem jeito de malandro, de durão. Pelo menos é o que acreditam os diretores de cinema e os produtores de jogos. Sua carreira cinematográfica está repleta de papéis no estilo, em filmes como Kill Bill, Cães de Aluguel e A Experiência. Nos jogos, o mesmo perfil, em títulos como Grand Theft Auto III, Driver 3 e Narc. Madsen, porém, tem uma mancha na carreira: ele participou de um dos filmes do execrado Uwe Boll, a "adaptação" de Bloodrayne.

Patrick Stewart - Uriel Septim

Patrick Stewart dispensa apresentações. Antes de ficar conhecido como o Professor X, dos filmes da série X-Men, ele já era famoso como o comandante Jean-Luc Picard, de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração. E, antes disso, ele já era um renomado ator de teatro shakespeariano. Stewart participou da dublagem de vários jogos baseados nos X-Men, mas também é conhecido por ter interpretado o rei Uriel Septim VII, em Elder Scrolls IV: Oblivion.

Michael Ironside - Sam Fisher

Michael Ironside é um eterno coadjuvante de dezenas de filmes, geralmente no papel de vilão. O pessoal da antiga deve se lembrar dele como o antagonista de Scanners – Sua Mente Pode Destruir. Ou não. Sua carreira, infelizmente, teve mais baixos do que altos. Mas, no mundo dos jogos, Ironside começou por cima, emprestando sua voz para o protagonista Sam Fisher da série de jogos Splinter Cell. Nada mal para quem já participou de Escorpião Vermelho 2.

Reuben Langdon - Dante

Reuben Langdon não teve sua carreira salva pelos jogos. Ele teve sua carreira turbinada a mil pelos jogos. Mais especificamente pela série Devil May Cry. O personagem principal, Dante, não só foi dublado pelo desconhecido ator de TV japonês, como também teve seus movimentos baseados nele a partir do terceiro título. Se antes ele podia caminhar tranquilamente pelas ruas americanas sem ser notado, hoje ele afirma que não pára de dar autógrafos.

Jet Li - Rise to Honor

Jet Li, o astro da pancadaria, também teve suas feições e movimentos capturados para dentro de um jogo. Mas nem isso, nem sua dublagem, conseguiram alavancar as vendas do obscuro Rise to Honor. O personagem principal, entretanto, fala em Cantonês no início do jogo. Jet Li, cuja língua nativa na verdade é o Mandarim, precisou ser dublado(!) para a abertura da história. No resto do jogo, o ator justifica o salário de dublador, ao realizar as falas em inglês do protagonista.

Ron Perlman - Hellboy

Ron Perlman faz parte de um seleto time de atores que foram contratados para dublar os personagens que interpretaram nos cinemas. No seu caso, o icônico Hellboy, na adaptação do filme (que é uma adaptação dos quadrinhos...). Mas engana-se quem pensa que o envolvimento de Perlman com os jogos começou aqui. O ator já fez as vozes de Lord Hood (Halo 2 e 3), Conan (no jogo homônimo da THQ), Batman (Justice League Heroes) e foi o narrador de todas as aberturas da série Fallout. "War... war never changes."

Bruce Campbell - Ash

Bruce Campbell é um ator de um só personagem: o heróico e atrapalhado Ash em sua luta eterna contra as forças do mal na série Evil Dead. Se nos cinemas a trilogia de filmes conquistou público e crítica, ainda está para aparecer um jogo que consiga repetir o feito. Campbell segue emprestando suas feições e sua voz para os desenvolvedores, enquanto garante o orçamento no fim do mês.

Chow Yun-Fat - Inspector Tequila

Chow Yun-Fat tem uma vasta carreira cinematográfica, tanto no ocidente, quanto no oriente. Mas seu papel mais marcante sempre foi o do mortífero Inspetor Tequila, dirigido pelo mestre John Woo. O reconhecimento foi tamanho que o mesmo diretor escolheu o personagem para marcar sua estréia nos jogos eletrônicos. Chow repetiu sua parceria com Woo e dublou o policial.

Vin Diesel - Riddick

Vin Diesel (ou Mark Sinclair Vincent) não se limitou a emprestar feições e voz para o personagem John Riddick em Chronicles of Riddick: Escape from Butcher Bay. Ele repete a dose no vindouro jogo The Wheelman, da Midway. Ambos os jogos são desenvolvidos pela Tigor Studios, fundada pelo ator. Se depender dos planos da empresa, muitos outros jogos estrelados por Vin Diesel estão a caminho.

David Duchovny - Ethan Cole Marilyn Manson - Edgar

David Duchovny é o eterno Agente Mulder, da série Arquivo-X. Apesar do ator ter tentado diversos outros papéis em séries e filmes, o estigma irá sempre persegui-lo. O fato de ele ter dublado com pouco entusiasmo o protagonista Ethan Cole no jogo Area-51 não ajuda a dispersar essa impressão ou a salvar o jogo. Duchovny divide os créditos com ninguém menos que o roqueiro das trevas Marilyn Manson, muito mais à vontade no papel no alienígena Edgar, com sua habilidade (dele, do alienígena) de possuir cadáveres.

Ouvindo: Infectious Grooves - Rules Go Out The Window

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10 de janeiro de 2009

Ties That Bind e a Câmara Secreta

Existe um segredo em The Suffering: Ties That Bind que poucos ousaram descobrir. A Câmara Secreta dos Programadores:

Siga as instruções cuidadosamente e você descobrirá seus segredos...

No penúltimo nível do jogo, chamado de "HOME OF THE MISDEMEANOR HOMICIDE", você começará em um quarto abandonado, ao lado de um homem muito ferido que não pára de falar e um buraco que parece conduzir ao próprio inferno. Não tem como perder o começo do nível: ele acontece logo em seguida ao combate com o chefe intermediário do jogo, depois de Torque mergulhar em um poço com uma estranha substância esverdeada.

The Suffering - Ranse Truman

O homem muito ferido que não pára de falar chama-se Ranse Truman. Ele é um condenado foragido da Ilha Carnate. Ranse Truman (ou R.T.) também é o autor de todas as frases que abrem todos os níveis dos dois jogos da série. Ele possui um profundo conhecimento sobre a natureza dos eventos sobrenaturais que estão ocorrendo e, se você estiver com o Inglês afiado, você poderá entender alguns dos mistérios de The Suffering. Torque terá que decidir se mata o pobre homem ou o deixa em paz. A decisão dependerá do estilo de cada jogador.

Neste mesmo aposento também existe uma porta lacrada com tábuas de madeira. Liberar o seu acesso é o nosso objetivo.

Dentro da casa existem seringas largadas no chão e espetadas em cadáveres. Destrua todas elas, sem exceção. Continue explorando o lugar e destrua também três cabeças de Slayers guardadas em armários. A primeira está no mesmo quarto em que você começa, existe outra na mesma sala que tem um televisor e a última está em uma prateleira próxima à saída do prédio. Ao destruir todos os itens, a porta será desbloqueada.

A passagem leva à Câmara Secreta dos programadores, onde você poderá encontrar ilustrações do jogo, vários discos com outros títulos da Midway (incluindo Mortal Kombat!) e... algumas surpresas.

The Suffering - Ties that Bind Screenshot 104

The Suffering - Ties that Bind Screenshot 109

Ouvindo: Bruderschaft - Forever (Harlem Hardstyle Remix by Dräcos)

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9 de janeiro de 2009

Heróis Sem Rosto

Gordon Freeman pode não falar nada, mas outros heróis falam e falam muito. Atrás de tantas vozes existe uma legião de profissionais que permanece anônima e sem rosto. Alguns podem ter sua voz reconhecida instantaneamente na rua, transformada em ícone pelo sucesso do jogo que participaram. Outros labutam nos bastidores, emprestando seus talentos para inúmeros NPCs e ajudando a construir uma indústria que não pára de crescer.

O site Gameplayer produziu uma justa homenagem a estes heróis pouco conhecidos, mostrando seus rostos e seus nomes, para que o público dê a eles o reconhecimento mais do que merecido. Por favor, todos de pé e batendo palmas para estas vozes famosas:

Dubladores

Da esquerda pra direita: Kratos – Terrence C. Carson, Brucie Kibbutz – Timothy Adams, Urdnott Wrex – Steven Barr (continua sem rosto...), Niko Bellic - Michael Hollick, Master Chief – Steve Downes, Duke Nukem – Jon St. John, Captain Price – Billy Murray, Solid Snake – David Hayter, HK-47 - Kristoffer Tabori.

Mais Dubladores

Da esquerda pra direita: Jill Valentine - Catherine Disher, Cryptosporidium - J. Grant Albrecht, Commander Shepard – Mark Meer,  Kyle Katarn – Jeff Bennett, Ratchet – James Arnold Taylor, Sonic – Ryan Drummond, Raz – Richard Steven Horvitz, Raiden – Quinton Flynn, Altair - Philip Shahbaz.

Alguns destes gênios da voz se desdobram em mais de um personagem e constroem longevas carreiras emprestando sua garganta para inúmeros títulos:

John Di Maggio

John Di Maggio

Fred Tatasciore

Fred Tatasciore

Jen Taylor

Jen Taylor

Dee Bradley

Dee Bradley

Nolan North

Nolan North

Jennifer Hale

Jennifer Hale

Michael Bell

Michael Bell

Da próxima vez que você estiver jogando um título especial, preste atenção no trabalho dos dubladores. Ouça seus talentos. Se informe sobre quem é aquela pessoa que, sem mostrar o rosto, contribui com uma parte de si para que nossa experiência seja a mais imersiva possível.

A menos, é claro, que você esteja jogando Half-Life.

Ouvindo: Savage - The Savage Age

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8 de janeiro de 2009

Off-Topic: 2009 em Música, Cinema e Quadrinhos

O blog Campo Minado já nos brindou com uma excelente lista de jogos para 2009. Mas como nem só de jogos vive o mais viciado jogador, outros sites produziram listas muito interessantes também:

Então... feliz 2009 para todos!

Ouvindo: Gothic 3 - Myrtana Explore

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7 de janeiro de 2009

Que Venha 2009!

Risen Rodrigo Ghedin, do blog Campo Minado, preparou uma matéria completa com a lista de lançamentos para PC em 2009. São mais de 50 títulos comentados! Leitura obrigatória para quem quer ficar antenado e preparar sua listinha de compras (ou desejos proibidos) para este ano.

Já estão na minha mira: Mirror’s Edge (apesar da baixa receptividade, nada irá tirar da minha cabeça aquele primeiro trailer do jogo até o dia em que eu conseguir jogá-lo), Riddick: Assault on Dark Athena (a expansão/continuação de um de meus jogos favoritos), Aliens: Colonial Marines (uma única palavra: Aliens!), Shellshock II (parece que a guinada da seqüência em direção ao terror promete um bom jogo), Alan Wake (é a equipe responsável pelo primeiro Max Payne, isso já justifica qualquer expectativa) e Burnout Paradise (finalmente, disponível para PC).

Gostaria de lembrar também que neste ano nós teremos a famigerada continuação da série Gothic e o lançamento de Risen, o promissor novo título dos criadores originais de Gothic.

Ouvindo: Ghost Dance – Gathering Dust (live)

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6 de janeiro de 2009

Top Papéis de Parede de Jogos de 2008

1
Papel de Parede Gratuito de Jogos : God of War II
God of War II
(27992 Visualizações)
2
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Motoqueiro Fantasma
Motoqueiro Fantasma
(18297 Visualizações)
3
Papel de Parede Gratuito de Jogos : 50 Cent - Bulletproof
50 Cent - Bulletproof
(15845 Visualizações)
4
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Diablo vs World of Warcraft
Diablo vs World of Warcraft
(12372 Visualizações)
5
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Resident Evil 4 - Leon
Resident Evil 4 - Leon
(11496 Visualizações)
6
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Counter-Strike
Counter-Strike
(10946 Visualizações)
7
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Need for Speed - Most Wanted
Need for Speed - Most Wanted
(10838 Visualizações)
8
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Mortal Kombat - Shaolin Monks
Mortal Kombat - Shaolin Monks
(9359 Visualizações)
9
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Final Fantasy 7 - Sephiroth
Final Fantasy 7 - Sephiroth
(8780 Visualizações)
10
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Counter-Strike - Condition Zero
Counter-Strike - Condition Zero
(8299 Visualizações)
11
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Tekken 5 - Yoshimitsu
Tekken 5 - Yoshimitsu
(7702 Visualizações)
12
Papel de Parede Gratuito de Jogos : Yoshi - Natal
Yoshi - Natal
(7506 Visualizações)

Esta tabela foi extraída do site Meu Papel de Parede Grátis e mostra as tendências do gosto do brasileiro em relação aos jogos eletrônicos no ano de 2008. Como eu já avisei antes, quando publiquei a lista de 2007, esta tabela não pode ser considerada um retrato fiel.

Comparando os dois anos, chega-se a conclusão que muito pouco mudou. Dos doze papéis de parede listados no ano passado, nove retornaram, confirmando o inexplicável fascínio dos visitantes brasileiros por títulos como 50 Cent – Bulletproof, Yoshi, Motoqueiro Fantasma e outros. Saíram da lista: Need For Speed Underground 2, um dos papéis de parede de God of War e World of Warcraft. Entraram na lista: Counter-Strike – Condition Zero, Tekken 5 e Final Fantasy 7 (com um papel de parede clássico, para não dizer batido).

Novamente temos ausências óbvias: qualquer jogo de futebol, outro FPS que não seja CS, jogos de estratégia, RPG ocidental ou Adventures. E onde estão Halo, Final Fantasy, Half-Life ou The Sims? Onde estão os campeões de 2008? Cadê GTA IV, Fallout 3, Left 4 Dead, Mass Effect etc?

Se no ano passado, tais ausências eram enigmáticas, um ano depois continuo sem respostas... ficam apenas as dicas para melhorar a aparência do seu desktop.

Ouvindo: Ghost Dance - Down the Wire

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5 de janeiro de 2009

Quadrinhos Sangrentos Grátis do Espaço

Dead Space O jogo Dead Space, lançado ano passado, teve a ousadia de transferir o cenário habitual dos jogos de survival horror para o espaço sideral. O resultado é um cruzamento estranho de Silent Hill com Enigma do Horizonte. O jogador encarna o papel de Isaac Clarke, um engenheiro espacial enviado com uma equipe para investigar o que aconteceu a bordo da nave USG Ishimura, em órbita do planeta Aegis 7. Logo ele descobre que a tripulação da nave trouxe algo ruim da superfície do planeta. Logo ele descobre também que a tripulação já não é mais a mesma: uma infestação alienígena auto-denominada "Corrupção" se alastrou e suas vítimas se transformam em bizarras criaturas, os Necromorfos.

Apostando no sucesso do jogo, a Electronic Arts investiu pesado em divulgação e nos subprodutos relacionados ao universo da história. Meses antes do lançamento do jogo, uma série em quadrinhos de seis edições foi lançada em parceria com a Image Comics. Ambientada em Aegis 7, a revista revelava a natureza do artefato encontrado na superfície do planeta e que parece ser a chave para o mal que se propaga em Dead Space. A história seguia narrando os últimos momentos da colônia de mineração estabelecida no planeta.

E agora, o primeiro volume da série está disponível de graça no site Newsrama. As vinte e três páginas da revista foram digitalizadas e colocadas no ar de acordo com uma antiga tradição entre o site e a editora Image Comics. O material está em inglês, mas vale a conferida, nem que seja para apreciar a excelente arte de Ben Templesmith (o mesmo de 30 Dias de Noite).

Um longa-metragem de animação foi lançado em Outubro. Chamado de Dead Space: Downfall, o filme estabelecia seu foco nos eventos imediatamente anteriores à chegada de Isaac Clarke na história, contando como os tripulantes da Ishimura tentaram enfrentar a Corrupção após a queda da colônia em Aegis 7.

Ouvindo: Savage - The Legion Advances By Moonlight

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4 de janeiro de 2009

Quadrinhos Sangrentos

Priest A série de jogos de Blood pode estar morta e enterrada, mas o legado de Caleb permanece, ainda que seja longe da mídia que o gerou.

Vem sendo publicado no Brasil há um bom tempo um manhwa (quadrinho coreano) contando a saga de Ivan Isaacs, um padre que libertou o anjo caído Temozarela no Velho Oeste. Para demonstrar sua "gratidão", a criatura assassinou Ivan e sua amada, Gena. Mas a história do padre que caiu em sofrimento não termina aí. Ivan vende a alma para o demônio Belial e retorna dos mortos em busca de vingança contra Temozarela. O nome da revista é Priest.

Se você achou a história  ou a capa ao lado vagamente familiares, você não está sonhando. O criador dos quadrinhos, Hyung Min-woo, admitiu ,em uma entrevista publicada no volume 3 da versão original, que a inspiração para o personagem principal e sua jornada veio mesmo do jogo Blood.

A inusitada mistura de western com horror, o protagonista morto-vivo, a sede de vingança contra um demônio, o visual do anti-herói, as semelhanças mais se aproximam do plágio do que uma simples influência. Entretanto, ao expandir o universo do atormentado personagem, Hyung Min-woo consegue injetar muitas inovações que não estavam presentes no jogo e construir sua própria saga com sucesso.

Uma adaptação da série para o cinema foi anunciada, com Sam Raimi (de Homem-Aranha) na produção e Gerard Butler (o rei Leônidas de 300) no papel principal. Entretanto, os dois se desligaram do projeto e a iniciativa afundou. Aparentemente, um roteiro completamente modificado com pouca relação com os quadrinhos ainda periga ser produzido em 2009.

Houve também uma tentativa de transformar o manhwa em um MMORPG em seu país de origem. Mas o projeto foi cancelado em 2007. Seria no mínimo irônico a história inspirada em Caleb retornar ao mundo dos jogos...

Priest conta com dezesseis volumes, todos publicados no Brasil, ao preço de R$10,00 cada edição. No momento, a série está parada, aguardando que o autor conclua o volume 17.

Ouvindo: Hexen 2 - Eidolon's Ordeal

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3 de janeiro de 2009

Choque de Realidade

Traduzido do webcomic EXTRALIFE:Choque de Realidade - Clique para Ampliar

Ouvindo: Painkiller - Enclave

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Agora o Bicho Vai Pegar!

Hilária dublagem de F.E.A.R., garimpada pelo Meio Bit Games (original de Girls of War):

 

Você provavelmente verá esses vídeos em todos os blogs em pouco tempo. Mas valem a pena!

Ouvindo: Hocico - Espinas El Mal

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2 de janeiro de 2009

Saqueando o(s) Cadáver(es): Ties That Bind e Painkiller

skeleton-soldierDois jogos de terror. Dois jogos de qualidade oposta. Dois jogos com níveis diferentes de tesouros guardados.

Se The Suffering: Ties That Bind é digno de figurar em minha lista de favoritos, por outro lado, saquear o cadáver dele se revela um exercício de frustração. Não há nada para ser salvo do jogo! Nenhum arquivo de áudio. Nenhuma música. Nenhum vídeo ou custcene disponível. Nem mesmo uma imagem de setup para guardar para posteridade. Os desenvolvedores tiveram o cuidado (ou maldade) de salvaguardar todos os arquivos na pasta de instalação. Até existe um arquivo chamado de music.sdu no caminho \World Common\Music\. Mas nenhum dos meus programas de extração sabe o que fazer com ele. Não que os cutscenes de Ties That Bind ou sua trilha sonora sejam memoráveis, de qualquer forma. O verdadeiro valor do jogo está em outros quesitos.

Se Painkiller mereceu ir pra lixeira, por outro lado, saquear o cadáver dele traz para o explorador o que existe de melhor no jogo: sua trilha sonora! E você nem precisa instalar! Coloque o DVD de Painkiller Black Edition (é a versão que eu tenho…) no drive e navegue até a pasta \Content\Data\Music, para encontrar 79(!) arquivos de MP3 com todas as músicas do jogo. São 79 faixas de pura adrenalina para agitar seus tímpanos sem que você precise passar novamente pelos mesmos combates repetitivos de novo e de novo.

Para quem tem instintos masoquistas, as mal renderizadas cutscenes que tentam contar a história de Daniel Garner também estão disponíveis na pasta \Content\Data\Movies, em formato .BIK. Não pense, entretanto, que todo o conteúdo desta pasta é inútil! Atenção para o trailer da versão Xbox de Painkiller (arquivo xbox_trailer.bik) que traz uma excelente edição de seqüências do jogo e música de Ozzy Osbourne. E atenção especial para o Making Of do jogo: são 458 MB de vídeo (arquivo making_of.bik) que detalham todo o processo de criação do FPS (e se esforça para fazer um pouco de humor em cima do personagem principal).

Ouvindo: Hocico - Boiling Blood

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Cidade Maldita

Box Incômodo. Agressivo. Chocante. Aterrorizante. Profano. Indescritível. Perturbador. The Suffering: Ties That Bind.

Que fique bem claro, logo de início: este é um jogo para ADULTOS e somente aqueles com estômago forte. Não é brinquedo para crianças. Não é o seu Resident Evil básico. Não é um Silent Hill. Não é nem mesmo divertido. Ties that Bind não é uma experiência agradável, mas uma jornada assustadora pelo piores pecados que a mente humana e a sociedade por ela gerada podem produzir.

Sem Saída

"Aqueles aprisionados em desgraça sonham com uma saída.
Mas quando você pensa
que conseguiu, descobre
que você nunca saiu."
Ranse Truman

Com a árdua tarefa de criar uma seqüência à altura do primeiro The Suffering, a Surreal Software não poupou esforços em capturar novamente a atmosfera mórbida e o horror ao qual o personagem Torque (e, consequentemente, nós), é submetido. Se os desenvolvedores falham em repetir o impacto inicial do jogo anterior, uma vez que a surpresa já não existe mais, eles compensam com dose tripla de sustos e morbidez.

Ties That Bind começa com um rápido flashback do passado de Torque onde somos introduzidos ao grande vilão do jogo, Blackmore. De imediato, descobrimos que há muitas sombras ainda a serem reveladas no passado do(s) personagem(ns). No momento seguinte, a ação continua do ponto em que o primeiro jogo termina: Torque escapa da Ilha Carnate e vai para a cidade de Baltimore. Onde o pesadelo continua.

Se você está planejando emendar os dois jogos, saiba que seus save games do primeiro capítulo podem ser usados para determinar o compasso moral de Torque nesta continuação. De acordo com seus atos no jogo anterior, o personagem pode ser considerado Maligno, Neutro ou Benigno. Se você, como eu, instalar Ties That Bind sem o primeiro The Suffering instalado na máquina, então Torque irá começar Neutro e fará suas escolhas morais ao longo do caminho.

Retornam à série alguns dos melhores monstros do primeiro jogo. Assim como a orientação macabra, porém apaziguadora, da falecida esposa de Torque. Dr. Killjoy, o maníaco psiquiatra, também está de volta e continua sem dar descanso para o relutante herói (?) do jogo.

Dr. Killjoy Retorna!

Se, no jogo anterior, as criaturas eram reflexos distorcidos de sentenças capitais aplicadas em Carnate, em Ties That Bind, as bizarras crias do inferno reproduzem fatos e crimes aterradores do passado e presente de Baltimore: soterramentos, vício em drogas, linchamentos, estupro, caça de escravos, condições prisionais desumanas, canibalismo. Tudo que foi cometido de errado e hediondo na cidade volta com sede de irrefreável de vingança. Os monstros, aqui chamados de Malefactors e sob o comando de Blackmore, se espalham pelas ruas, becos e casas. Em pouco tempo, Baltimore é tomada pela carnificina, por catástrofes e pelo medo.

Malefactor E, mais do que os Malefactors e a cidade imersa em caos, Torque precisa lidar com seus próprios fantasmas. Existe algo de ruim dentro dele mesmo, que precisa ser purgado, precisa ser encostado na parede e responder algumas perguntas. Afinal, quem matou a família de Torque? Foi ele mesmo? Foi Blackmore? Foi algo... pior?

Em meio à destruição que o cerca, Torque sabe que não existe saída. Não se trata de fugir de um presídio assolado, como ele fez no primeiro jogo. Não se trata de pegar um bote e fugir de uma ilha. Torque entende que aonde ele for, o tormento irá persegui-lo.

Sem Perdão

"Após um bastante tempo e sangue derramado suficiente,
certos lugares ganham um poder próprio.
Com o tempo, não haverá mais nenhum
lugar verdadeiramente em paz."
Ranse Truman

CopperfieldNunca desejei tanto que um jogo chegasse ao fim. Ties That Bind é catártico. Horror após horror após horror é arremessado contra o jogador que não tem outra reação a não ser instintivamente apertar os gatilhos virtuais e abrir passagem com extrema violência. E como há violência nesse jogo: sangue, vísceras, selvageria, fogo, balas e lâminas. Entretanto, cada ato de agressividade apenas aproxima Torque do mesmo nível de seus oponentes. Cada nível transposto na verdade não é transposto, ele gruda na pele do jogador e forma uma camada de sujeira que apenas os créditos finais podem limpar satisfatoriamente.

Este é o maior mérito e o maior erro de Ties That Bind. Não é um objeto de entretenimento, mas um artefato de tortura, uma ignóbil experiência multimídia digna dos delírios infernais de Dante (o escritor italiano, não o demônio emo).

A princípio, os desenvolvedores da Surreal parecem querer fazer jus ao seu nome e mergulham o jogador em uma surrealidade forçada: não há sala, cômodo ou passagem escuro em que não haja uma alucinação, uma visão sobrenatural, uma voz brotando do nada, um susto artificial, uma súbita subida da música. Em dez minutos de jogo, você está tenso a ponto de gritar. Ou desinstalar. A tática tem sua freqüência reduzida ao longo do jogo... justamente para te pegar desprevenido e apresentar uma nova face dos horrores de Baltimore.

Mas nada na Terra irá apagar da minha memória o desagradável nível do cortiço dos viciados. Trata-se da mais perfeita propaganda anti-drogas já criada pelo Homem. A única forma de tentar descrever o incômodo é compará-lo a uma versão interativa dos piores momentos do filme Trainspotting, misturados com as piores cenas de Hellraiser. Após aquele nível, eu pensei: "como eu faço para parar? como eu faço para acabar com tudo isso?!". A resposta é simples: continuar em frente, identificar o foco do Mal que habita esta cidade e descobrir se ele pode ser destruído.

Não Sem Defeitos, Não Sem Glória

Tecnicamente falando, o jogo apresenta falhas.

A mais irritante é herdada do primeiro jogo. Trata-se  da ausência de legendas nas falas dos personagens. Apesar de apresentar uma história mais rica que seu antecessor, fica difícil acompanhar as falas em inglês, com sotaques diversos, sem o auxílio de um texto escrito. Em algumas partes do jogo, eu tinha apenas uma noção do que estava acontecendo. Um guia do jogo foi fundamental para compreender melhor a riqueza do enredo.

Ao contrário do capítulo anterior, em Ties That Bind você só pode carregar duas armas dentre as várias opções disponíveis. Para alguns, isso pode soar como uma limitação. Para outros, se transforma em uma nova camada estratégica para um jogo difícil por si só.

Outro problema seria sua curta duração. Entretanto, dado o caráter incômodo dos temas abordados, talvez essa "falha" seja uma benção involuntária.

Pequenos defeitos que não prejudicam uma continuação destinada a ocupar um lugar ao lado de The Suffering em minha lista de favoritos. Pela primeira vez, em mais de um ano, um novo jogo entra para esta seleta lista, fechando 2008 com chave de ouro.

Ao expor através de metáforas diabólicas o que existe de mais desprezível na natureza humana, Ties That Bind coloca um dedo na ferida e o mantem ali. Se no jogo é possível romper com o ciclo de insanidade e flagelação simplesmente carregando um jogo salvo e seguindo a tecla W, na vida real, a solução é muito mais complexa e talvez sequer exista. Raro é aquele jogo que te faz pensar. Mais raro ainda é aquele te deprime.

Torque

Torque, em sua jornada conturbada, nos convida a dar uma olhada no abismo. E o abismo olha de volta.

Ouvindo: Accessory - inferno

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Retina Desgastada

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