19 de fevereiro de 2010
Pelo visto, Turok Evolution conseguiu o impossível: transformar o índio caçador de dinossauros em qualquer coisa, menos em um caçador de dinossauros. Agora que Turok largou essa vida, o que resta ao jogador ávido por encarar as feras pré-históricas frente a frente? Por incrível que pareça, existem opções e elas não estão vindo dos grandes estúdios.
Left 4 Dinos?
Em Primal Carnage, uma empresa que ninguém ouviu falar, usando uma engine desconhecida (mas promissora), pretende revolucionar o mundo dos jogos de multiplayer. A história é um amontoado de clichês, onde um experimento científico dá errado em uma instalação militar e uma ilha perdida fica infestada de dinossauros, então um grupo de mercenários é enviada ao local para conter a ameaça etc etc. Entretanto, a grande novidade de Primal Carnage é que os jogadores poderão se dividir em dois times e um dos times será composto por dinossauros! Orientado para a estratégia em equipes, tanto os mercenários quanto os monstros terão habilidades diferentes baseadas em classes específicas. Apesar do foco nas partidas online, Primal Carnage também terá um modo de jogo para single player.
Se a inusitada possibilidade de caçar dinossauros que pensam e agem em time ou a chance de devorar seu melhor amigo na pele de um Tiranossauro não empolgaram você, as telas abaixo oferecem um colírio para os olhos (clique para ampliar):



Infelizmente, o título ainda não tem previsão de lançamento
Dinossauros Nazistas Assassinos do Inferno!
Qualquer jogador de FPS sabe que não existe inimigo melhor para matar do que os desprezíveis nazistas. A única exceção seria zumbis. Mas nada na História do gênero poderia nos preparar para o terrível ataque dos Dinossauros Nazistas de Dino D-Day!!!!
Concebido inicialmente como um mod gratuito para Half-Life 2, o jogo ganhou vida e será lançado em breve como um título independente. Mas, afinal, o que está acontecendo? Velociraptors, Tiranossauros, Triceratops e muitos outros foram trazidos de volta à vida graças à misteriosa ciência do Terceiro Reich e lançados como um exército faminto no Norte da África durante a Segunda Guerra Mundial. No papel do paleontologista Sargento Jack Hardgrave, o jogador deve decifrar esse enigma, descobrir uma forma de deter as bestas pré-históricas e lutar para não ser devorado no processo.
O primeiro episódio de Dino D-Day chegará ao Steam ainda esse ano, com suporte a partidas multiplayer.


Ouvindo: Xykogen - King Felix
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7 de fevereiro de 2010
Anos atrás fui forçado, por razões financeiras, a escolher: Marvel ou DC? Seria impossível continuar comprando revistas das duas editoras. Escolhi a casa do Superman, Batman e Liga da Justiça. Quase uma década depois, permaneço fiel a essa decisão, entre altos e baixos, alimentando minha paixão por super-heróis. E, agora, a recompensa pode ter chegado:
A nova série semanal da DC Comics, dando sequência à moda de periodocidade (sic) a cada sete dias iniciada por 52 e em hiato desde o fim da curta Wednesday Comics, vai se chamar DC Universe: Legends. E, pela primeira vez, não terá relação alguma com a continuidade tradicional do universo DC, apesar do nome. A série vai se passar no mundo do game DC Universe Online.
Atire a primeira pedra o fã de quadrinhos que nunca quis, em seus sonhos, ser um herói. Em DC Universe Online, você poderá viver a sensação da melhor maneira que a tecnologia atual permite, sem precisar ser atingido por um relâmpago ou ser o último sobrevivente de outro planeta.
Entretanto, eu tenho meus motivos para não estar explodindo de antecipação. Afora meu triste histórico em jogos multiplayer, existe o receio de que a DC Comics esteja se arriscando demais. Primeiro, por que o título está em produção desde 2008 (o primeiro trailer provavelmente completará dois anos antes do lançamento oficial). Esse tipo de atraso, em 90% dos casos indica problemas internos de produção. Em 10% dos casos, indica capricho... Em segundo lugar, a DC está entrando em uma área onde não tem experiência, onde a Marvel amarelou e com uma empresa que não produz nenhum sucesso no gênero desde 1999 e que já matou uma grande franquia. Em terceiro lugar, ao contrário do que a maioria do público possa imaginar, você não terá a chance de interpretar nenhum personagem da editora: você será forçado a criar um super-herói inédito e apenas interagirá com os já estabelecidos. Em quarto lugar, tentar sincronizar uma revista semanal com os eventos de um MMORPG é tarefa digna de um Superman.
Por outro lado... vamos supor por um minuto que eles consigam. Vamos supor que tudo dê certo. Teremos um universo de super-heróis paralelo às 52 Terras do Universo DC, onde os acontecimentos serão controlados pela decisão dos leitores/jogadores. Teremos um MMORPG onde as missões serão escritas pelas grandes mentes que escrevem as histórias da DC: serão "narradores" profissionais oferecendo um mundo dinâmico para você brincar. Imagine um personagem criado por você tendo um crossover, publicado internacionalmente, com o universo principal da DC. Imagine uma outra Crise, que comece ou seja concluída online, em tempo real. Imagine criar um super-vilão, ser surrado pelo próprio Batman, ser enviado para o Arkham e armar uma fuga com o Coringa? Imagine criar um super-herói e salvar Metrópolis de Brainiac, com a ajuda de Superman?



A DC Comics pode ter em mãos a narrativa multimídia definitiva, um marco do século XXI a ser seguido e lembrado. Ou um retumbante fracasso.
Ouvindo: Loreena McKennitt - Cé Hé Mise Le Ulaingt? The Two Trees
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22 de janeiro de 2010
Conheci uma vez um sujeito que era viciado em EVE Online. Por incrível que pareça, ele era meu chefe. Ele jogava no escritório e fazia questão de mostrar para todo mundo "como era fantástico o jogo". Em seus estágios finais de dependência, ele chegava em sua sala, ligava o jogo e só desligava na hora de ir embora (ou não). Se algum cliente ligasse, perguntando por ele, a ordem era dizer que ele não estava. Não sei até onde essa história foi, por que a empresa fechou as portas. E não, EVE não foi o motivo do fechamento (havia motivos ainda piores...).
Apesar dos gráficos impressionantes para a época, e que impressionam até hoje, eu fiquei com a desconfiança de que aquele MMORPG não deveria fazer bem para a sanidade mental de ninguém. O nível de dedicação que o jogo exigia não era para mim, assim como o da maioria absoluta dos títulos do gênero. Seu grau de complexidade é perfeito para profissionais de informática habituados a planilhas de Excel, configurações de servidor, programação pesada ou para físicos nucleares. Como bem ilustrou o Blog MMO, resumido na figura abaixo:
EVE é realmente um jogo estranho. Contrariando tendências do mercado de MMORPG, em EVE você NÃO vive em um mundo de fantasia. O título é pura ficção-científica. Você NÃO tem um avatar. Aliás, até tem, mas ele não é importante. O importante é a nave que você pilota. A história não é exclusividade dos desenvolvedores, mas fartamente modificada pela própria comunidade de jogadores. Guerras, golpes, alianças, eleições, falcatruas, traições e falências são controladas como no mundo real e fomentadas por pessoas reais. Como jogador de EVE, você pode ir dormir como um milionário presidente de corporação e acordar falido.
Apesar de toda essa imersão/simulação de realidade, algumas coisas não mudam em relação a essa exótica criatura chamada "gamer". As facções do universo do jogo que foram criadas pela desenvolvedora ostentam pomposos nomes como "Império Amarr", "Estado Caldari", "Federação Gallente", "Serpentis" etc (veja a lista completa). Por outro lado, as facções e alianças criadas pelos próprios jogadores mandam a verossimilhança literalmente pro espaço e, assim, temos aberrações como "Legião da xxMORTExx", "Sexo, Drogas e Rock n' Roll", "Basicamente Inofensivo" e "Caos Sistemático". Para ser justo, existem algumas que tentam manter o clima de epopéia cósmica e adotam nomes mais sérios, como "A Iniciativa" ou "Frota Solar". Existe um mapa, atualizado constantemente, que mostra a área de influência de cada facção dentro do jogo. Recentemente, o "Enxame de Capangas" (Goonswarm) venceu seu antigo rival, o "Bando de Camaradas", e assumiu o controle de uma vasta extensão do universo.
A Beleza Está nos Olhos de Quem Vê
Como eu disse, nunca experimentei EVE. Pode ser que suas "particularidades" sejam facilmente superáveis. Pode ser que o jogo seja mesmo fantástico. E viciante. Muito viciante. Por enquanto, é melhor manter distância.
Mas existe algo que eu nunca vou esquecer daquelas tantas vezes que eu vi o jogo rodando no laptop do meu chefe: seus gráficos. Havia algo de hipnótico no vazio estelar. Havia algo de voluptuoso no layout daquelas naves. Havia majestade nas estações espaciais e nos portais de teleporte.
Apaixonados pela beleza de EVE, um grupo de russos (sempre são russos...) criou uma série de artes mesclando elementos do universo do jogo com objetos e situações do mundo real. O resultado fascina:



Todas as doze imagens podem ser encontradas em diversas resoluções para download na página do projeto.
Ouvindo: Ladytron - Runaway
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15 de janeiro de 2010
Um dos fatores mais interessantes da série Bioshock é a fantástica direção de arte dos jogos, capaz de misturar elementos retrô, com futurismo, toques de steampunk, gótico e delírios macabros. Mesmo não tendo jogado ainda, confesso que já sou fã e a franquia merece o título de sucessora espiritual do finado(?) System Shock. Temos aqui um FPS estiloso, que transborda originalidade visual.
Para promover o lançamento de Bioshock 2, os desenvolvedores colocaram sua obra na mão de quatro artistas das artes visuais, de diferentes vertentes, e deixaram que os mestres explorassem o universo subaquático de Rapture, da forma que lhes conviesse. O resultado é, no mínimo, esplendoroso.
Jhonen Vasquez é um cartunista estranho, com ideias esquisitas. De sua mente perturbada saíram personagens como o Invasor Zim e Johnny, o Maníaco Homicida. E saiu também o trabalho abaixo, intitulado "The Sisters":
Em contraposição ao perturbador retrato acima, o pessoal do webcomic Penny Arcade preparou uma imagem que poderia ser considerada como a versão "Disney" do poderoso Big Daddy e da macabra Little Sister. O título do trabalho é "Mr. Bubbles":
Craig Mullins é um nome da velha guarda. Suas contribuições artísticas englobam filmes, jogos e livros. Ele já fez ilustrações para Matrix Revolutions, Interview With the Vampire, Final Fantasy: The Spirits Within, assim como Halo, Age of Empires, Fallout 3 e o próximo Mass Effect. Ele nos apresenta uma visão de Rapture, antes da tragédia, chamada de "1959":
E, finalmente, outra dupla de veteranos fecha o seleto grupo de artistas: Boris Vallejo e Julie Bell. O primeiro está na ativa desde 1957, quando fez sua primeira ilustração aos 16 anos. É uma lenda viva no gênero Fantasia. A segunda é sua esposa e parceira profissional. Com extenso currículo, ela já produziu mais de cem capas de livros e revistas desde 1990. Juntos, eles criaram a arte abaixo, chamada de "Subject Delta".
Essas ilustrações (e outras) podem ser baixadas em diversas resoluções diferentes na página de downloads do site oficial de Bioshock 2.
Ouvindo: Death In June - Rule Again
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8 de janeiro de 2010
| 1 | 2 | 3 |
| 4 | 5 | 6 |
| 7 | 8 | 9 |
| 10 | 11 | 12 |
Esta tabela foi extraída do site Meu Papel de Parede Grátis e dá uma visão aproximada do que enfeitou a Área de Trabalho dos jogadores brasileiros no ano de 2009. Como o site não agrega, e nem seria possível agregar, todos os papéis de parede já lançados de todos os jogos já feitos no mundo, é óbvio que esta amostragem tem suas limitações.
Esse é o terceiro ano em que eu faço essa análise. Já houve essa lista para os anos de 2007 e 2008. E pouca coisa continua mudando no perfil que esta tabela exibe! Dos doze jogos listados, apenas dois não estavam presentes na lista do ano passado e, em três anos, somente quatro imagens se alteraram no todo. Inexplicavelmente, 50 Cent – Bulletproof continua entre os TOP 5 Papéis de Parede, o que me faz pensar que o jogo é muito bom ou muita gente gosta de ter uma imagem do rapper chutando um marginal na cara. Em relação ao ano passado, saíram Counter-Strike: Condition Zero e o papel de parede de Natal do Yoshi. Entraram para o gosto popular Need for Speed Carbon e o bom e velho GTA Vice City.
Onde está Call of Duty – Modern Warfare 2? Será que o único papel de parede disponível no site do jogo do ano não agradou os fãs brasileiros? Bem, existe outro fundo de tela muito bom disponível no site de um amigo meu, a quem interessar possa...
Mais uma vez, nenhum jogo lançado durante o ano alcançou o topo da lista, com o público preferindo os "clássicos" e 50 Cent.
Ouvindo: Video Games Live - God Of War Montage (Live)
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2 de janeiro de 2010
Como todo fã de jogos eletrônicos, ocasionalmente eu embarco no hype de um determinado título. Um par de screenshots com gráficos impressionantes, um vídeo bem editado, a promessa de uma história interessante, uma insinuação de jogabilidade inteligente e pronto: comprei a idéia! Com ansiedade, vou acompanhando as notícias sobre possíveis datas de lançamento, mais novidades sobre o jogo ou novos detalhes que mantém a chama acesa. E, então, o assunto vai esfriando, esfriando, esfriando... quando eu me dou conta, estou sentado esperando como um idiota que Duke Nukem Forever chegue nas prateleiras.
Mas nem todo título cancelado tem um fim tão definido quanto Duke Nukem Forever, Full Throttle 2, Necrocide ou o legendário Van Buren. Alguns jogos vagam pelo limbo, congelados no tempo, em perpétuo sofrimento, nunca oficialmente declarados mortos, nunca lançados.
Mortos-Vivos... Ou Não?
Muito antes da atual onda morta-viva que varreu a cultura popular, mais precisamente no distante ano de 2004, uma pequena empresa francesa apresentou ao mundo o projeto de um jogo apropriadamente chamado de Zombies. O jogo multi-plataforma sairia para PC, Xbox e PS2 e traria uma mistura de FPS, tática e survival horror no primeiro trimestre de 2005. Entre as promessas do jogo estavam a possibilidade de usar o ambiente ao seu favor, manipulando fios elétricos, vazamentos de gás ou construindo barricadas; o risco de se tornar um morto-vivo após uma mordida, tornando o jogador gradualmente mais lento (e resistente) antes da transformação total; a companhia de até 12 aliados diferentes, outros sobreviventes do apocalipse encontrados pelo jogador.


Existe também um vídeo exibido na E3 2004:
Com gráficos caprichados, clima sombrio e uma jogabilidade que era inovadora em 2005, se tivesse sido lançado na data marcada, Zombies poderia ter sido o precursor de uma mania mundial e talvez até catapultado a pequena Krysalide para o sucesso. Talvez, hoje não tivéssemos Left 4 Dead 2, mas Zombies 2 como um dos mais cotados títulos do gênero... Infelizmente, o jogo desapareceu da face da Terra. Seu site oficial permanece inalterado há cinco anos. Atualmente, a Krysalide se especializou em desenhos de personagens e storyboards, modelagem 3D e criação de texturas para outros títulos, tendo colaborado na produção de jogos como Alone in the Dark e Dark Messiah of Might and Magic.
Sobre o futuro de Zombies? Nenhum comentário.
Da Terra de Camões
Em 2006, durante a E3, um vídeo de um jogo de ficção-científica prometia uma história épica envolvendo temas como clonagem, aquecimento global e distopia. Detalhe inusitado: o jogo era português e o enredo se passava em Lisboa.
Ugo Volt se tornou uma aposta certa, não por se ser um jogo desenvolvido pelos pais da nossa língua, mas por trazer uma direção de arte diferenciada e insinuar uma jogabilidade sólida. Na verdade, fiquei tão empolgado com o visual do personagem principal que transformei a imagem de abertura do site oficial em papel de parede:
Tivesse sido lançado dentro do prazo e correspondendo às expectativas, Ugo Volt colocaria Portugal no mapa dos centros de desenvolvimento de jogos na Europa, com garantias de distribuição no resto do mundo. Com uma história adequada, o título poderia ter se tornado o grande épico de ficção que Advent Rising não conseguiu. Com o seu sucesso, profissionais brasileiros poderiam ter obtido mais um canal para serem absorvidos no mercado.
Entretanto, algo, em algum momento, deu errado. Muito errado. Hoje, o site oficial apresenta o título "Revenda" e redireciona automaticamente para um endereço que provoca um alerta de segurança no navegador. O site da desenvolvedora possui apenas uma mensagem de "Coming Soon". O verbete em português na Wikipédia foi removido após abusos sucessivos.
Enterrado, Desenterrado, Enterrado?
Este jogo nunca foi prometido para PC. Mas tinha um vídeo engraçadinho. Bem, pelo menos era engraçadinho na primeira vez que foi exibido. The Kore Gang viu a luz do dia durante a E3 2003. Era um título que seria lançado para Xbox e apresentaria as aventuras de uma dupla de crianças (e seu cachorro) pilotando uma armadura robótica e combatendo a invasão de patéticas criaturas do núcleo da Terra. Na verdade, por serem monstros do interior do planeta, eles estariam realizando uma "exvasão".
Com um visual que remetia o insano trabalho de Tim Schafer em Psychonauts, The Kore Gang poderia ter sido um jogo divertido. Se não tivesse sido cancelado oficialmente em 2004.
Nossa história poderia ter terminado aqui. Mas, surpreendentemente, em 2008 uma empresa diferente anunciou que completaria The Kore Gang para o console Wii. E, para ratificar este projeto, eles lançaram um trailer do jogo. Para meu profundo espanto, era exatamente o mesmo trailer de 2003!!
Agora, seis meses depois da última notícia publicada, fica a pergunta: The Kore Gang sairá algum dia para alguma plataforma? Caso a resposta seja negativa, será o primeiro jogo da história (até onde eu sei) a ser cancelado duas vezes.
RPG Genérico Número 59
Em 2003, uma pequena empresa de Madrid, chamada Arvirago, liberou um conjunto de telas de tirar o fôlego para a época. Sendo sincero, ainda são de tirar o fôlego! Confira abaixo as imagens do jogo Lord of the Creatures:


Além disso foi lançado também uma medíocre sinopse do título. Segundo o Gamespot, "descrito como uma aventura épica ambientada em um universo de fantasia, o jogo permitirá aos jogadores explorar mundos imaginários habitados por criaturas inacreditáveis". Sério? Pelas imagens acima, eu jamais adivinharia... Vale ressaltar, entretanto, que o motor gráfico do RPG foi desenvolvido pela própria empresa, incorporando o que havia de mais avançado em termos de efeitos: bump mapping, volumetric shadows, antialiasing, vertex e pixel shaders. Se você, como eu, não entendeu nada do que foi dito, basta uma nova olhada nas imagens para saber que o pessoal da Arvirago tinha um potencial sucesso nas mãos.
Um ano depois dos primeiros detalhes, foram liberadas novas telas do título:

Agora, cinco anos se passaram e Lord of the Creatures permanece imerso em silêncio. O site oficial continua operacional, mas traz somente uma arte do jogo e um e-mail de contato.
Eterno Retorno
Eu jurei que jamais voltaria ao assunto. E, mais uma vez, quebro minha promessa. No começo deste artigo eu usei Duke Nukem Forever como exemplo de jogos que acabaram sendo cancelados. Mas isso não é oficial. E jamais será...
Em entrevista dada a uma revista de jogos, o todo-poderoso (e geralmente sensato) CEO da 3D Realms, Scott Miller nega que o título tenha sido suspenso. Segundo ele, isso nunca foi afirmado. O que a empresa fez foi dissolver a equipe de desenvolvimento. A nova estratégia da empresa agora é aproveitar os próximos anos para lançar uma avalanche de jogos casuais baseados no personagem Duke Nukem, em diferentes plataformas. Com a marca fortalecida junto ao público e resolvida a briga judicial com a produtora Take Two (que pagou e não levou), quem sabe o que pode acontecer com a franquia? Miller insinua que o quarto título da saga pode sair no futuro, além de uma série de jogos ainda não anunciados e que até o filme(!!) inspirado na série está indo bem.
O site oficial de Duke Nukem Forever continua no ar. E sua data de lançamento continua sendo "quando estiver pronto".
Ouvindo: Free Radical Design - Aztec Ruins Exterior
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24 de dezembro de 2009
Ouvindo: Mazedude - Silent Healer (MAP02 - The Healer Stalks)
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